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Política

'Estou perplexo com isso tudo', diz Vander sobre Caso Agehab

| MIDIAMAX


O deputado Vander Loubet (PT) se disse perplexo com as acusações feitas por Ademar Pereira Mariano, apontado como operador de um esquema de venda fraudulenta de casas da Agehab (Agência Estadual de Habitação), e que afirmou em depoimento à polícia agir a mando do parlamentar. A história é estranha, cheia de contradições e versões fantasiosas.

Ademar Mariano diz que o plano visava atingir o senador Delcídio do Amaral (PT). Ele prometia que as pessoas seriam sorteadas nos projetos de habitação popular, desde que se filiassem ao PT para ajudar Delcídio a eleger o presidente do partido, na eleição interna de novembro. Mas na verdade, como as pessoas não ganhariam a casa, estaria armada a situação, que incluiria protestos em frente ao escritório do senador.


Ademar diz que por trás do plano estaria o deputado Vander Loubet e acusa até policiais e membros do governo do Estado de colaborar com o esquema fraudulento. Ele cita uma mulher chamada Kátia, que ora seria assessora de Vander, ora trabalharia na Secretaria de Justiça, como envolvida nas fraudes.


“Não tenho nenhuma assessora, nem em meu gabinete em Brasília, nem em meu escritório aqui, com esse nome”, diz Vander. “Vou até as últimas conseqüências para apurar. Meu advogado foi pegar o processo. Vou tomar todas as providências e quero que apure. Não vou deixar envolver meu nome, minha prática política não é essa, construí minha carreira com muito trabalho”, diz o deputado.


Vander disse que recebeu um telefonema ontem à noite do senador Delcídio do Amaral, informando-o de que seu nome aparecia como envolvido no esquema. “O senador Delcídio me ligou ontem à noite dizendo que eu estava sendo acusado. ‘Estou te comunicando que seu nome também está lá, envolvido’, me disse ele, mas os detalhes soube pela imprensa”.


O parlamentar explica que para votar nas eleições internas do PT a pessoa precisa estar filiada há pelo menos um ano, portanto o prazo de filiação terminou em outubro. “Quem filiou depois disso não vota mais no PED de novembro deste ano.” Vander também estranhou o fato de não ter sido procurado pela imprensa, ontem, para esclarecer as denúncias. “Acho estranho darem a versão de um bandido e não ouvir um deputado, que é acusado na história.”
 

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