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Política

Agora, golpista diz ter sido forçado a inventar versão do complô político

| MIDIAMAX


O deputado federal Vander Loubet (PT), disse na manhã desta quinta-feira, na sede da PRF (Polícia Rodoviária Federal), que Ademar Pereira Mariano, que seria, segundo ele mesmo disse, chefe de uma quadrilha que negociava casas construídas pelo governo estadual, pode ter sido forçado a prestar depoimento à polícia que envolvera o parlamentar.
 

Mariano, preso na semana passada, disse que ele agia a mando de Loubet e que o plano do deputado era o de arruinar os propósitos políticos do senador Delcídio do Amaral, também petista.
 

O golpista disse que negociava as casas, cobrava uma quantia por isso e dizia para suas vítimas que era o senador quem estaria por trás do esquema.
 

Ocorre que, segundo Mariano declarou à PRF, as vítimas nunca receberiam as casas, perderiam o que haviam pagado e o calote prejudicaria o senador.
 

Documentos eram fraudados pelo golpista e serviriam como garantia da casa própria.
 

Vander, que seria o articulista do bando, sairia favorecido politicamente numa eventual disputa pelo diretório regional do PT, em que os grupos do senador e do ex-governador Zeca do PT (tio de Vander) podem se enfrentar.
 

Depoimento diferente
 

O deputado federal Vander Loubet disse ter ido à superintendência da PRF saber sob que circunstâncias uma fita com a gravação do depoimento dado pelo golpista foi parar nos principais canais de tevê de Campo Grande.
 

O material teria sido entregue à imprensa por um certo Almeida, que seria patrulheiro da corporação e pelo chefe de Relações Públicas da PRF, Ademilson de Souza Benitez.
 

“Quero uma investigação sobre isso, quero saber que interesse tinha o pessoal envolvido nessa gravação, tudo, vou comunicar esse episódio à Polícia Federal, Polícia Civil, enfim quero agora é limpar minha honra”, esbravejou o parlamentar.
 

Loubet afirmou ainda que teve acesso a um novo depoimento de Mariano, prestado à Corregedoria da Polícia Civil. Ele disse que a versão do golpista agora é outra, e que seu nome já não apareceria como o mandante do complô político.
 

“Quero saber o que há por trás disso, mas isso não quer dizer que a polícia deva tirar o foco da investigação desse suposto esquema de venda de casas populares. Quero que o caso seja investigado a fundo, temos de apurar isso, que é grave”.
 

No primeiro depoimento, Mariano disse que até a delegada Rosely Molina, que investiga o esquema desde o ano passado, teria participação na trama.
 

A policial, segundo o golpista, dono de extensa ficha policial por furto e estelionato, teria recebido dinheiro para aliviar nas investigações.
 

A Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) prometeu apurar o caso por meio das corregedorias da Polícia Civil e Militar.


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