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Segundo advogado, Zeolla dizia ouvir vozes do sobrinho morto

| MIDIAMAX


O advogado Ricardo Trad, defensor do procurador afastado Carlos Alberto Zeolla, 44, preso por matar o sobrinho no início do mês, reafirmou no final desta tarde que seu cliente tentou, sim, tomar a arma de um policial com a intenção de se matar.
 

Essa informação foi contestada de manhã pelo delegado do Garras (ver em notícias relacionadas, logo abaixo). Num acesso de alucinações, o procurador - disse o advogado - teria dito que ouvia na cela vozes do sobrinho assassinado.
 

Ricardo Trad disse que ontem, por volta da 1 hora da manhã, foi a delegacia do Garras, onde Zeolla se encontrava preso desde 3 de março, dia que confessara ter matado com um tiro na nuca Cláudio Zeolla, de 24 anos de idade.
 

Lá, ele disse ter conversado com a médica psiquiátrica Danuza Céspede Ayche, que cuida do procurador há pelo menos oito anos, segundo o advogado.
 

A médica informou ao advogado que o quadro clínico de Zeolla era de “severa ideação suicida”. O procurador, após tentar agarrar a arma de um policial, deu um soco numa janela de vidro da cela, machucando a mão.
 

Ainda de acordo com relato da médica, Zeolla teria tido alucinações e “ouvia vozes do sobrinho morto”, segundo Ricardo Trad.
 

O advogado informou ainda que Zeolla foi algemado e teve os pés atados por recomendação da médica, que temia novas reações do preso.
 

Trad disse ter ouvido depoimentos de quatro policiais que cuidavam das celas do Garras e, por isso, convenceu-se do grave estado de saúde do cliente. “O delegado [Ivan Barreiras] não estava lá, só os policiais”, criticou Trad.
 

Por determinação judicial, Zeolla deixou a prisão ontem à noite e fora transferido para um hospital, onde recebe tratamento psiquiátrico.
 

A tentativa de suicídio pode ter influído na transferência do preso. Isso porque o Tribunal de Justiça havia negado por duas vezes o pedido do advogado.
 

Trad disse que o TJ vai nomear três peritos para examinar o estado clínico de Zeolla. Até o início da noite desta quinta-feira, a medida judicial ainda não tinha sido imposta.

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