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Caarapó

Caso Agehab: PRF que prendeu golpista é punido

| TV MORENA


Sob a acusação de vazar informações, a Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal (PRF), afastou oficialmente nesta sexta-feira (20) o policial Wolney de Almeida Lima, de suas funções, suspendeu suas férias, que começariam hoje, fazendo que com que tenha que devolver a parcela do 13º que recebeu antecipado e a gratificação de 30%, e ainda abriu um processo administrativo contra ele para apurar o caso.


Wolney, que tem 32 anos de PRF, foi um dos policiais que prenderam na noite de sábado (14), o golpista Ademar Pereira Mariano, no posto da PRF da BR-262, em Terenos, sob a acusação de uso de documento falso.


Ao prestar depoimento ao delegado Edson Hernandes Pigosso, o estelionatário disse que usava documento falso porque, em meados de 2008, teria participado de uma trama política visando prejudicar o senador Delcídio Amaral (PT). O golpe, segundo depoimento do criminoso, consistia em "vender" casas populares, com documentos falsos, usando o nome do senador. No depoimento, o golpista cita o nome do deputado federal Vander Loubet (PT), como suposto mandante do complô, e de outras 15 pessoas, que estariam envolvidas no esquema.



O PRF



O policial rodoviário federal afastado disse hoje pela manhã que o afastamento de suas funções é por tempo indeterminado, enquanto durar o processo administrativo, e se sente indignado com a punição. “Quando a polícia prende um bandido, ela cumpre sua obrigação, mas quando um caso atinge algum figurão, ela é policialesca. Não tem cabimento”, reclamou, dizendo que neste caso apenas cumpriu com sua obrigação como policial, fazendo a prisão do golpista.


Wolney diz que as medidas contra a punição será adotadas via sindicato da categoria. O presidente do Sinprf/MS, Marcos Khadur Rosa Pires, disse, de antemão, que a entidade está do lado do policial e que tomaria conhecimento do teor e dos motivos do afastamento para se reunir com a assessoria jurídica da instituição e definir quais ações seriam tomadas. “A verdade é que não existe estratégia de defesa. Quando a acusação não é verdadeira não se precisa de defesa, apenas da verdade”, argumentou.


Já a assessoria de imprensa da PRF informou que o afastamento do policial ocorreu apenas para dar mais transparência na apuração do caso.
 


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