PUBLICIDADE
Agronegocios

MS registra 163 focos de ferrugem asiática; chuva favorece praga

| MIDIAMAX


As chuvas dos últimos dias favorecem o aparecimento de focos de ferrugem asiática na lavoura de soja, constata a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias). Em Mato Grosso do Sul, no último levantamento divulgado semana passada, já haviam sido catalogados 163 focos. O Paraná é o campeão com 418 focos, Goiás vem em segundo com 193 e Mato Grosso – com área plantada bem superior à de MS – está com 131 focos.
 

Nem o vazio sanitário adotado pelos estados produtores e a aplicação de fungicidas foi capaz de segurar a praga. Outro fator que pode favorecer a dispersão do fungo causador da ferrugem é a colheita da soja precoce. A praga migra para as culturas de ciclo médio e tardio, avalia a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja.
 

A pesquisadora diz que algumas áreas que estão sendo colhidas já perderam o efeito residual dos fungicidas, no entanto, o fungo causador da doença continua se multiplicando. Neste caso, os esporos do fungo, que é disseminado pelo vento, vão buscar novas plantas para se instalar. “Por isso, é importante monitorar a lavoura, mesmo depois de feita a primeira aplicação, nestas áreas, para definir se haverá necessidade de reaplicação e definir qual deve ser o intervalo a ser adotado”, alerta.
 

O gerente técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso Aprosoja/MT, Luiz Nery Ribas Para Nery Ribas, diz estar preocupado com aumento de focos nas últimas semanas, em decorrência das chuvas. “Estamos preocupados porque, no ano passado, as perdas foram maiores na soja de ciclo médio e tardio”, lembra. “É preciso redobrar o monitoramento da safra, apesar de muitos produtores já terem feito aplicações na floração da soja”.
 

Em Goiás, apesar dos 193 focos registrados, a severidade da doença não está alarmante como nos anos anteriores, informa o gerente de pesquisa e produção do CTPA, José Nunes Júnior. Para ele, este cenário é decorrente das condições climáticas que não favoreceram a doença. “Houve atraso nas chuvas”, explica.
 

De acordo com Nunes, o sudoeste goiano já está colhendo a soja precoce, mas ainda há muita soja de ciclo médio e tardio. “Portanto, a pressão do fungo sobre a soja deve ser grande agora. O produtor tem que estar atento e vigilante para evitar as perdas”, recomenda.


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE