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Política

Pesquisa definirá candidato do PMDB ao Senado

| DOURADOSAGORA


A briga interna travada no PMDB entre o senador Valter Pereira e o deputado federal Waldemir Moka por vaga no Senado em 2010 pode acabar, caso a cúpula do partido use como critério de escolha do candidato à realização de pesquisa de intenções de voto.  


Constitucionalmente, duas cadeiras do Senado serão preenchidas, uma vez que  o senador Delcídio do Amaral (PT) e Valter Pereira estão na iminência de encerrar mandato de oito anos. A outra a que Mato Grosso do Sul tem direito está sendo ocupada pela tucana Marisa Serrano, que ainda tem pela frente mais quatro anos. 


 Pré-candidato à reeleição, Valter Pereira acha que se o partido não lançar dois nomes para concorrer ao cargo, como estratégia para acomodar aliados na chapa majoritária a ser encabeçada pelo governador André Puccinelli, a pesquisa seria uma das alternativas. 


Particularmente, o senador defende a indicação de dois peemedebistas para postular o Senado no ano que vem. No entanto, acha que seu grupo político pode indicar o nome que esteja melhor avaliado nas pesquisas de opinião pública. 


Além dele e de Moka, a prefeita de Três Lagoas, Simone Tebet, filha do ex-senador Ramez Tebet, morto em novembro de 2006, foi convidada pelo governador André Puccinelli para disputar uma das vagas do Senado.


“Minha tese é que o partido pode e deve usar as duas vagas, se tem bons candidatos. Mas se o partido entender que tem que negociar uma das duas vagas com aliados, basta estabelecer alguns critérios, entre eles a pesquisa de opinião”, sugeriu Valter Pereira, no fim-de-semana. 


Valter Pereira disse que o governador sempre foi um homem de números, por isso acredita que a realização de pesquisa para a escolha do candidato peemedebista será o critério adotado.


Outro critério de escolha, segundo o senador, seria a percepção da densidade eleitoral por meio dos diretórios municipais. Segundo ele, em outras disputas eleitorais, André Puccinelli utilizou o mesmo critério. “Se este for realmente o critério de escolha, tenho informações seguras de que estou no páreo, com um bom grau de competitividade”. 



COMPOSIÇÕES 


Coadjuvante nas eleições de 2010, a disputa pelas duas cadeiras no Senado se tornou uma dor de cabeça para as principais lideranças partidárias em Mato Grosso do Sul. Além de terem de lidar com a definição do nome que irá pleitear o Parque dos Poderes, PT, PSDB, DEM e PMDB tentam acertar o xadrez das composições a fim de garantir o arranjo mais vantajoso possível do ponto de vista eleitoral.


 Ocorre que para chegar ao “xeque-mate” e compor uma chapa majoritária forte, o governador André Puccinelli terá de se debruçar no tabuleiro de xadrez por várias vezes, até arrumar todas as peças. Como o PMDB é aliado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde comanda seis ministérios, a estratégia em Mato Grosso do Sul seria acomodar Delcídio do Amaral na chapa integrada por um peemedebista. E é justamente aí que está toda a dificuldade. 


Dentro do PMDB, portanto, não há tanta resistência assim para que esse projeto político prospere. O maior problema é no próprio partido do presidente Lula. A ala xiita do PT é contra a esse tipo de entendimento, lembrando que o partido pode crescer com candidatura própria.  


Seguindo essa linha de raciocínio, o ex-governador Zeca do PT, que administrou Mato Grosso do Sul por dois mandatos, se articula na tentativa de voltar a governar o Estado. Como estratégia, começou a se defender das ações na Justiça atacando seus adversários políticos. Por onde tem andado, não preserva o governo de André Puccinelli. 



No último carnaval no Rio de Janeiro, onde passou com presidente da República, levou um “dossiê” com a “verdadeira fase” do peemedebista que, segundo ele, faz elogios à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, sobre os investimentos com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), ao mesmo tempo em que crítica os petistas locais. 


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