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Política

Pacote habitacional destina 53% das casas a prefeituras do PMDB

| MIDIAMAX


O programa habitacional anunciado ontem, segunda-feira (24) pelo governo de Mato Grosso do Sul que prevê a construção de 4.657 casas aqui no Estado revela que as prefeituras dominadas pelo PMDB serão as mais favorecidas com o programa habitacional.
 

E, apesar do governo federal ser chefiado pelo PT, é de lá que vai sair o maior patrocínio financeiro para construir as casas: a soma supera o desembolsado pelo governo do peemedebista André Pucinelli.
 

Isto é, o governo de Lula vai investir mais na habitação em MS do que o governo de André. E das dez cidades administradas pelo PT, quatro, justo as maiores, foram excluídas do plano, que deve ser posto em prática a partir do meio do ano e gerar cerca de 25 mil empregos, segundo cálculos do governo estadual.
 

Tais números aparecem numa peça publicitária confeccionada pelo governo estadual que lista as unidades habitacionais e qual o município será contemplado pelo projeto.
 

Das 28 cidades comandadas pelo PMDB, apenas uma, Bonito, não será premiada pelo programa. Já nos 27 municípios, juntos, serão construídas 2.497 moradias: ou seja, algo em torno de 53% do projeto todo, que é do levantar 4.657 lares. Já nas seis cidades administradas pelo PT, serão edificadas 282 casas, isto é, 6% do programa prometido.
 

Corumbá, Ladário, Bela Vista e Santa Rita do Pardo não constam na relação das 68 cidades contempladas nesse projeto.
 

E, segundo a prefeitura de Bonito, a única cidade peemedebista excluída já fora favorecida com ao menos 200 moradias nos dois últimos anos.
 

As contas

De acordo com o governo de MS, para erguer as 4.657 casas, o governo federal vai liberar R$ 32.599.000,00. Já o governo estadual promete aplicar R$ 30.333.900,00. E as prefeituras entram no programa habitacional com R$ 7.788.000,00. Os conjuntos habitacionais vão custar R$ 70.720.900.00.
 

Divididos em pedaços percentuais, o governo federal entra no projeto com o maior volume de recursos: algo em torno de 45.5% contra 42.5% do governo estadual e perto de 12% do dinheiro surge de contribuição das prefeituras.
 

Das 78 cidades sul-mato-grossenses, Campo Grande, administrada pelo PMDB, será a mais favorecida com o plano habitacional anunciado: 437 casas, um custo estimado de R$ 6,1 milhões.
 

O governo de Lula vai aplicar na cidade do prefeito Nelsinho Trad, pouco mais de R$ 3 milhões, isto é, R$ 2,1 milhões a mais do valor que será desembolsado pela prefeitura, que promete investir nas 437 casas perto de R$ 850 mil.
 

Já o governo de André, vai gastar nas casas em Campo Grande algo em torno de R$ R$ 2,7 milhões.
 

Aquidauana, outra cidade cuidada pela administração de um peemedebista, é a segunda mais beneficiada com o propósito habitacional anunciado ontem, segunda-feira (23), em Campo Grande.
 

Lá, serão construídas 275 casas. O governo federal vai investir no município R$ 1.925.000. A prefeitura planeja gastar no projeto R$ 200 mil; já o governo de André, entra com o patrocínio de R$ 2 milhões.
 

Três Lagoas, outra administrada por peemedebista é a terceira cidade mais contemplada com as unidades habitacionais. De acordo com o anúncio do governo estadual, na cidade serão construídas 215 casas.
 

O governo federal entra com R$ 1.505.000,00; já o governo estadual vai aplicar no programa R$ 1.328.700,00. E a prefeitura da cidade administrada por Simone Tebet vai gastar R$ 430.000,00. O custo do conjunto habitacional numa das cidades que mais cresce no Estado é de R$ 3.263.700,00.
 

Sonora, cidade do Norte do Estado e também administrada pelo PMDB, é a terceira do Estado com o maior número de casas a ser construída: 205. Nesse projeto, o governo federal promete aplicar R$ 1.405.000,00, algo em torno de R$ 100 mil a mais do investido pelo governo estadual. Já a prefeitura da cidade propôs aplicar R$ 380 mil nas moradias.
 

Dos dez municípios sul-mato-grossenses cuidados por prefeitos petistas as favorecidas são: Bataguassu (29 unidades), Dois Irmãos (20), Japorã (30), Nova Alvorada do Sul (50) e Rio Negro (20).
 

Itaquiraí é a cidade de prefeito petista onde mais casas serão levantadas: 133 unidades.
 

Mais números

Ainda segundo os cálculos do governo estadual, dos recursos aplicados nas obras já inauguradas ou em andamento no período administrado por André, de 2007 para cá, o governo de Lula liberou R$ 234,7 milhões. Já o governo peemedebista desembolsou R$ 39,5 milhões, e as prefeituras entraram com R$ 20 milhões.

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