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Maioria dos portugueses é contra a reforma ortográfica

| BBC


A maioria dos portugueses é contra a aplicação do acordo ortográfico e diz que não vai utilizar as novas normas, segundo sondagem realizada pela empresa Aximage, sob encomenda do jornal Correio da Manhã, o mais vendido no país.


Segundo os dados da pesquisa, feita por telefone, 57,3% dos portugueses são contra as novas regras de ortografia e apenas 30,1% são a favor.


O número dos que não são nem a favor nem contra chegou a 11% do total, enquanto 1,6% diz que não tem opinião a respeito.


A reação maior é na utilização das novas normas, em que 66,3% afirmam que não vão utilizar as normas resultantes do acordo, enquanto 22,1% dizem que pretendem escrever da maneira prevista pelo acordo.


"É um processo. Ninguém será obrigado a escrever automaticamente dessa maneira. Haverá um período de adaptação", diz Rui Peças, assessor de imprensa do ministro da Cultura,


Segundo ele, apesar da reação contrária, o processo vai continuar sem adiamento.


Apenas 4,8% declararam não ter opinião a respeito dessa questão e 6,8% querem utilizar as normas do acordo só em alguns casos.


Jovens


A maior percentagem dos que rejeitam o acordo está entre os jovens de 18 a 29 anos, faixa etária em que 65% não querem mudar a forma de escrever.


Na faixa acima de 60 anos é a mais favorável, em que apenas 49,2% têm posição contrária ao acordo.


Os portugueses com formação superior têm maior aceitação do acordo, com 35% favoráveis às mudanças, enquanto no resto da população apenas 25,5% tem uma posição favorável.


O anúncio de que o acordo seria aplicado gerou vários movimentos contrários na sociedade portuguesa.


Só na Internet, há três abaixo-assinados, um com 6.268 assinaturas, outro com 12.067 e o terceiro, encabeçado pelas figuras mais conhecidas do Movimento contra o Acordo reuniu até agora 101.784 assinaturas até 12 de março (data da última atualização).


O ministro da Cultura de Portugal, José Antônio Pinto de Lima, anunciou em fevereiro que pretende iniciar a aplicação do acordo ainda no primeiro semestre deste ano e que em 2010 já haverá instituições do Estado usando as novas normas.


Em Portugal apenas três jornais estão utilizando as normas do acordo, dos quais só um tem circulação nacional: o esportivo Record.

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