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Região

Frigorífico de Amambai também fecha e demite 300

| A GAZETA


Vilson Nascimento

O Frigorífico Garantia, de Amambai, anunciou oficialmente que vai encerrar as atividades e demitiu cerca de 300 funcionários. É mais uma empresa do ramo de industrialização da carne que fecha as portas no Estado, seguindo o rastro da crise financeira que atinge o setor. Já haviam encerrado as atividades em Campo Grande três empresas e duas no interior.
 

O anúncio do fechamento do Garantia foi feito ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Amambai, Alcemar Rodrigues Dorlenes, durante uma reunião realizada com dirigentes na sede da empresa, na quarta-feira. Desde o final do ano passado (2008) o frigorífico já vinha reduzindo os abates e dando sinais que estava em dificuldades.
 

No mês passado a empresa colocou parte dos funcionários em aviso prévio e concedeu férias coletivas ao restante.
 

Nesse período a empresa permaneceu sem abater e sem parceiros que investissem para gerar capital de giro para comprar gado, entrou em colapso e teve inclusive e energia cortada, obrigando a implantação de um “rabicho” de sítio vizinho para manter a parte administrativa do frigorífico funcionando.
 

De acordo com o Sindicado, nesse período a empresa também teria deixado de honrar compromissos com os funcionários, deixando de distribuir as cestas básicas e pagar salários e férias devidas, fator que passou na preocupar os funcionários e mobilizar o sindicato da categoria.
 

Segundo o presidente do Sindicato, durante a reunião com a direção da empresa na manhã de quarta-feira a empresa teria afirmado que começará a pagar as rescisões dos demitidos e as dívidas com os funcionários a partir da semana que vem.
 

De acordo com a entidade a direção da empresa anunciou que quem recebe até R$ 500,00 por mês receberá o acerto em parcela única, quem recebe até R$ 1 mil receberá em duas parcelas e quem recebe salários de até R$ 1,5 mil receberá os vencimentos a que tem direito em três parcelas.
 

O Sindicato da categoria vê esse anuncio com desconfiança esta afirmação da direção da empresa, já que, segundo o Sindicato, o frigorífico não tem cumprido os acordos que tem firmado com os funcionários.
 

Segundo o Sindicato, dos 165 funcionários que entraram em férias no dia 23 do mês passado (fevereiro) e agora estão sob aviso prévio para serem demitidos no mês que vem, apenas 78 receberam as férias. E desses, 65 não teriam recebido os salários referentes ao mês de fevereiro.
 

Já os demais funcionários da empresa, ao invés de receberem seus salários integrais, teriam recebido somente o correspondente a 22 dias do mês de fevereiro.

 

Quando o presidente do Sindicato transmitiu a informação sobre a demissão em massa dos funcionários e a paralisação das atividades do frigorífico o clima de desolação tomou conta dos funcionários. Há anos famílias inteiras se sustentavam com os salários que recebiam da empresa.
 

Visando garantir que todos os direitos dos trabalhadores sejam respeitados, o Sindicato contratou uma assessoria jurídica para dar apoio aos filiados. Caso os acordos trabalhistas não sejam respeitados, os funcionários vão ingressar com ações na Justiça do Trabalho e bens da empresa poderão ser bloqueados para saldar as dívidas trabalhistas.

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