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Com 250 focos, MS já registra epidemia de ferrugem da soja

Caarapó esta entre as cidades atingidas pela epidemia de ferrugem.

| DIARIO/MS


 O laboratório de Fitopatologia da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) havia relatado até o final da tarde de sexta-feira 250 focos de ferrugem asiática nas lavouras de soja em Mato Grosso do Sul.

 De acordo com o professor-doutor Wálber Gavassoni, responsável pelo laboratório, a grande maioria dos focos de ferrugem estão concentrados nos municípios da região sul do Estado, como Juti, Ponta Porã, Maracaju, Dourados, Angélica e Naviraí.

 Entretanto, o que tem preocupado os especialistas é o rápido avanço da doença no Estado. Somente nesta semana, foram diagnosticados pelo menos 100 novos focos de ferrugem asiática em MS. Segundo levantamento da Embrapa, 25% de todos os focos de ferrugem relatados no país estão nas lavouras de soja do Estado. Até o momento, em todo o Brasil já foram confirmados pelo menos mil casos da doença. O campeão nacional em incidência de focos de ferrugem é o Estado do Paraná, onde pelo menos 500 focos foram diagnosticados.

 Conforme os dados do laboratório de Fitopatologia da UFGD, em Dourados, de 1° dezembro do ano passado até o presente momento foram relatados 52 focos da doença. No ano passado, o laboratório identificou um bem menor de focos da ferrugem no município. Foram 60 no total.

 Entretanto, o professor ressalta que a safra passada não pode servir de referência, já que houve um grande período de seca, fato de comprometeu a germinação da semente e desenvolvimento da soja em toda a região.

 Gavassoni lembra que o tempo quente e úmido favorece a proliferação do fungo, que provoca a desfolha da planta e pode causar perda de até 80% da plantação. A chuva prolongada propicia a disseminação da doença.

 Ele comenta que os produtores que já iniciaram controle químico preventivo estão em situação mais confortável e o monitoramento das lavouras é considerado fundamental para que a doença não avance e se aproveite o melhor momento para aplicação do fungicida. A ferrugem provoca a desfolha precoce da soja impedindo a formação do grão.

 O professor disse ainda que o aumento do número de focos de ferrugem nos últimos dias já demonstra a incidência de epidemia da doença em MS. Gavassoni explicou que MS já enfrentou uma situação de epidemia da ferrugem da soja em 2005. Mas, segundo ele, não há motivos para pânico já que o quadro demonstra uma epidemia é pontual, onde existem regiões onde a doença se manifesta de forma mais agressiva. “O produtor deve fazer um controle permanente da lavoura. O risco é de existir uma epidemia de ferrugem nas lavouras. Agora o fato de estar ocorrendo um aumento no número de focos relatados em todo o Estado não é motivo para pânico, já que é possível o controle da doença”, falou.

Até agora, já foram detectados focos de ferrugem em Dourados, Chapadão do Sul, Maracaju, Jardim, Ponta Porã, Coronel Sapucaia, Costa Rica, Sidrolândia, Fátima do Sul, Paranhos, Antônio João, Naviraí, Itaquiraí, Caarapó, Aral Moreira, Itaporã, Rio Brilhante, Laguna Caarapã, Tacuru, Iguatemi, Juti e Angélica.


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