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Desrespeito a indicações mostra que Olarte ainda goza de privilégios com Câmara

| MIDIAMAX


 O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), reclamou da Câmara em momento de crise com greve dos professores e veto a aumento das suplementações. Todavia, a comparar com a gestão de Alcides Bernal (PP), Olarte não deve nem pensar em reclamar de vereadores.

Basta analisar as indicações para ver que se for colocar na ponta do lápis, vereadores foram tolerantes até demais com o prefeito. Segundo o vereador Chiquinho Telles (PSD), das quase 14 mil indicações de vereadores, apenas 1.225 foram respondidas por Olarte e sem cobrança mais efetiva dos vereadores.

“Seria bom se fizesse. As indicações são mais importantes as vezes do que grandes obras para certa parte da população, como Bálsamo, Campo Nobre, Santa Emília, Moreninha 4. Um cascalhamento é muito mais importante do que outra obra, já que não tem asfalto”, justificou.

Diante da falta de resposta, o vereador entende que o prefeito, quando atende a indicações, quer fazer sem auxílio da Câmara, para ficar com o bônus. “A não ser que queira ser o pai da criança sozinho. Filho bonito ele divide e quando é feito é da Câmara. Se fosse humilde, deveria ter gratidão pelo que a Câmara fez. Jogo de vaidade não tem que existir”, criticou.

Diferenças

Sem o mesmo apoio de Olarte, que tem maioria na Câmara, Alcides Bernal (PP) foi pressionado por não responder a requerimentos e nem atender a indicações da Câmara. A Comissão de Eficácia Legislativa da Câmara de Campo Grande chegou a dar ultimato a Bernal, avisando que se ele não respondesse, cometeria improbidade administrativa, o que poderia levar a cassação.

O então presidente da comissão, Elizeu Dionizio, junto com vereadores  Grazielle Machado (PR), Carla Stephanini (PMDB), Eduardo Romero (PT do B) e Vanderlei Cabeludo (PMDB),  avisaram o prefeito que ele precisava responder os 83 dos 198 requerimentos enviados. Hoje a Câmara também não tem resposta a indicações e requerimentos e nem  por isso o prefeito é pressionado.


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