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Política

Zeca barra consenso e promete enfrentar Delcídio na disputa pelo poder no PT


O ano deve ser de muita disputa no PT. Após curto período de trégua, as duas principais lideranças do partido, senador Delcídio do Amaral (PT) e Zeca do PT, podem entrar em guerra novamente, desta vez pelo comando do diretório estadual do partido.
 

Eleito em consenso pelas várias correntes do PT, Paulo Duarte avisou que deixará o comando em fevereiro para cuidar da prefeitura de Corumbá. Ele chegou a comentar com alguns petistas que está cansado desta briga entre várias correntes dentro do partido. Mas, com a saída dele, esta briga deve pegar fogo novamente.
 

O deputado federal Antônio Carlos Biffi (PT) tem apoio de Delcídio para disputar a presidência e tenta consenso dentro do partido. Ele já conversou com diversos correligionários, que até cogitaram votar nele, mas não deve ter vida fácil. O deputado federal eleito, Zeca do PT, não aceita consenso e promete lançar o nome dele à presidência caso nenhum candidato coloque o nome para disputa.
 

“O Biffi não tem consenso. Ou acha outro nome, ou lanço minha candidatura. Se não surgir outro, eu sou o segundo candidato”, declarou o deputado. Zeca justifica que não tem nada contra o deputado, que não conseguiu se reeleger e terá tempo para comandar o partido, mas acredita que o partido precisa voltar a fazer debate para evitar novas derrotas.
 

 “O PT cansou com esta história de consenso. O PT cresceu com disputa interna. O PT precisa falar, opinar, decidir. Nestes últimos 10 anos o PT ficou com medo de avaliar, de falar. Isso não significa divisão”, justificou.
 

Apesar de dizer que não tem nada contra Biffi, Zeca tem posições bem diferente do correligionário. Biffi é a favor da aproximação do PT com o PMDB. Já Zeca entende que André Puccinelli (PMDB) é o maior adversário do partido e que o PT só perdeu a eleição neste ano porque não fez o debate que precisava ser feito.
 

“O Delcídio era o candidato imbatível. Quase uma unanimidade na classe política. Tanto é que conseguiu o maior número de aliados. Por que perdeu? Temos que discutir isso. Temos que ter a coragem de avaliar o passado e o presente”, analisou.
 

O deputa lista entre os problemas da campanha petista a escolha do vice, Londres Machado (PR), que envelheceu a chapa e a falta de crítica a Puccinelli, que na avaliação dele desrespeitou servidor público, não atendeu aos mais humildes, rifou a Agesul e ainda deixou um abacaxi deitado na Afonso Pena, o Aquário do Pantanal.
 

“Nós também não se apropriamos dos oito anos do governo do Lula (Luiz Inácio Lula da Silva) e dos quatro anos da Dilma (Dilma Rousseff). Não podia ter escondido as cores, a estrela do PT. Tudo isso foi errado. Agora nós precisamos debater. Precisamos de vários candidatos para fazer este debate”, concluiu. 


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