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Sem dinheiro, hospital deixa de atender novos pacientes com câncer

| CAMPO GRANDE NEWS


A partir de hoje, pessoas com suspeita de câncer que procurarem o hospital de referência em Dourados, a 233 km de Campo Grande, ficarão sem atendimento. A decisão de parar de receber novos pacientes foi tomada pela direção do Hospital do Câncer devido à falta de pagamento dos serviços prestados ao Hospital Evangélico, que é contratado pela prefeitura da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul para procedimentos de oncologia através do SUS (Sistema Único de Saúde).

 

Moradores de outros 32 municípios da região dependem dos serviços especializados de saúde custeados pelo SUS oferecidos na cidade e também serão prejudicados com a suspensão do atendimento.
 

O médico Davi Vieira, sócio da empresa terceirizada pelo Evangélico para atendimento de oncologia, disse hoje que o atraso no pagamento é constante. Por mês as despesas chegam a R$ 400 mil em média.
 

Na manhã desta quarta o funcionamento da clínica ocorreu normalmente e pacientes já agendados foram atendidos. Entretanto, se o dinheiro não for repassado para pagamento das despesas o serviço pode ser totalmente suspenso ainda nesta semana.
 

O atraso no pagamento dos serviços de oncologia prestados pela empresa terceirizada é mais um capítulo na crise financeira que atinge o Hospital Evangélico, maior instituição hospitalar particular do interior do Estado. No mês passado, profissionais de enfermagem ameaçaram entrar em greve por atraso dos salários de novembro e do 13º. A paralisação foi suspensa depois que o hospital fez os pagamentos.
 

Como não possui estrutura para atendimento especializado de saúde, a prefeitura contrata o Evangélico para prestação de serviços de oncologia, cardiologia e nefrologia (rins). O dinheiro para pagar pelo atendimento vem do Ministério da Saúde e o município repassa ao Evangélico, que por sua vez repassa às empresas terceirizadas contratadas pela instituição para oferecer os atendimentos.
 

Por mês, o Hospital Evangélico recebe pelo menos R$ 1,4 milhão para oferecer atendimento especializado nessas três áreas. Desde setembro a instituição não administra mais o Hospital da Vida, que passou a ser gerenciado pela prefeitura.
 

Davi Vieira disse que os atrasos ocorrem sempre porque o dinheiro vem do Ministério da Saúde, é repassado pela prefeitura, mas o Evangélico não paga em dia pelos serviços, prejudicando o atendimento, já que sem o dinheiro a clínica terceirizada não consegue comprar medicamentos usados no tratamento dos pacientes com câncer.


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