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Caarapó

Artigo de Paula Luisa sobre suplementos alimentares

A farmacêutica Paula Luisa fala um pouco sobre os efeitos positivos e negativos no uso de suplemento alimentar.

| CAARAPONEWS


 

Como é o objetivo de muitos suplementos que hoje estão no auge, incluindo Creatina Monoidratada e L-Glutamina, Whey Protein (proteína do soro de leite), é usada numa tentativa de impulsionar os níveis de força, acentuar ganhos no tamanho do músculo e prevenir avaria no tecido muscular, que pode ocorrer após exercício intenso. Quando nos exercitamos ocorre um declínio na taxa de proteína, assim, aumentamos nossa necessidade de proteína e de aminoácidos necessários ao reparo do tecido e crescimento do músculo. Obter a quantidade adequada de proteína é crucial para a manutenção da massa muscular e manter o corpo em equilíbrio positivo de nitrogênio, necessário para novo crescimento e reparo.

 

Atualmente, existem no mercado muitos suplementos alimentares com a promessa de auxiliar o indivíduo que os utilizam, a aumentar a massa corporal, aumentar a força, diminuir o percentual de gordura e peso corporal gordo. Uma coisa deve ser clara, antes de iniciar o uso de qualquer produto por conta própria, todos deveriam procurar uma pessoa capacitada e responsável, um especialista na área para indicar o melhor produto para ser adquirido.

 

=> CREATINA: Ela exerce importante papel na contração muscular. Ao armazenar-se nos músculos, a creatina provoca a retenção de água, trazendo uma aparência mais inchada e alguns quilos a mais, mas esse inchaço não vem acompanhado de aumento de força. “Os músculos são constituídos de aproximadamente 70% de água. A creatina leva água para as células musculares, dando-lhes volume, mas esse efeito é passageiro”, informa a farmacêutica Paula Luisa. A suplementação costuma ser feita com 20 ou 30g/dia nos cinco primeiros dias. “O consumo indiscriminado pode prejudicar a função hepática e renal porque sobrecarrega os rins e o fígado”, alerta Paula. Ela é indicada também para combater a fadiga e o estresse, porém, consumir a substância sem fazer uma alimentação adequada e praticar exercícios regularmente não vai gerar efeito algum. Pelo contrário, pode até provocar um aumento de peso.

 

=> MALTODEXTRINA: é composta de açucares em pó solúvel em água através do amido de milho. É um produto energético e de rápida absorção pelo organismo, repõem o glicogênio muscular, evitando a fadiga e melhoram o desempenho.Como sugestão de uso deve-se ingerir cerca de 50g (5 colheres de sopa), adicionado em 350 ml de água ou suco natural tomar antes dos treinamentos cerca de 30 até 60 minutos. Deve-se, também, ingeri-lo imediatamente após o treino para repor o que foi gasto. Deve-se tomar

 

=> WHEY PROTEIN: É uma proteína (proteína do soro do leite) bastante concentrada, com alto grau de pureza e que nenhuma outra apresenta o mesmo desempenho quando o objetivo é a hipertrofia (crescimento dos músculos) ou a manutenção da massa magra, evitando o catabolismo. Um indivíduo que treine intensamente com pesos deverá consumir 2 gramas de proteína por Kg de peso do corpo. Até o momento nenhum efeito colateral foi relatado ou documentado do uso de Whey Protein.

 

=> PROTEÍNA DA SOJA: Uma grande quantidade de estudos mostrou que uma ingestão regular de proteínas isoladas de soja pode aumentar a produção endógena de Tiroxína (T4), e Triodotironina (T3). Segundo a farmacêutica, “a Tiroxina é o principal regulador da taxa metabólica, ou seja, mais tiroxina mais rápido o metabolismo. Este suporte é bastante útil para atletas em fase de definição muscular quando se tenta perder o máximo possível de gordura corpora”. Proteína de soja parece ter um efeito lipolítico no sangue e uma interessante habilidade em diminuir a viscosidade sangüínea, esta propriedade funcional pode ajudar na circulação de apoio e entrega de nutrientes durante o trabalho muscular.

 

=> GLUTAMINA: Substância que combate stress, acelera recuperação de atletas que treinam demais, ajuda a elevar os níveis do hormônio do crescimento. A glutamina é um aminoácido que vem sendo muito estudado nos últimos tempos por especialistas em nutrição esportiva, pois ele é um aminoácido transportador de nitrogênio para o músculo. Recentes descobertas a classificam como eficiente no combate à síndrome do overtreino e ao catabolismo muscular, que, normalmente, afetam atletas submetidos a grande esforço físico. Sua posologia ainda não está definida, mas recomenda-se a ingestão de 500-700 mg ao dia.

 

=> BCAA: representam aproximadamente um terço do total de aminoácidos presentes na musculatura. Eles são essenciais para todas as reações de síntese de tecido muscular e têm sido usados até em atletas de alto nível em provas de resistência aeróbia. Os três aminoácidos de cadeia ramificada são: leucina, isoleucina e valina. Todos são essenciais, o que significa que você deve obter as quantidades adequadas pela dieta. Isso porque todas as células de seu corpo precisam deles para sintetizar proteína, incluindo proteínas musculares e enzimas necessárias ao processo de liberação de energia. Sugestão de uso é 5,76g de leucina; 2,88g de isoleucina e 2,88g de valina por dia.

 

=> O CLA é um ácido graxo poliinsaturado natural encontrado em produtos lácteos (grande parte na gordura do leite) e carne de ruminantes (bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos), as quais representam as duas maiores fontes de CLA na alimentação dos seres humanos. Esta substância tem sido associada à redução de gordura corporal, aumento do metabolismo e ganho de massa muscular, porém suas atribuições vão muito mais além. O ácido linoléico conjugado é indicado na proteção contra o câncer, combate ao colesterol, controle da diabetes além de ser considerado um excelente antioxidante. Sugestão de uso é de 2 g após o café da manhã e 2 g após o almoço.


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