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Caarapó

Famílias vivem em condições subumanas em Caarapó

Pouco mais de 30 famílias sem-teto vive a mais de quatro anos em condições subumana, bem abaixo da linha da pobreza, na Vila Planalto, em Caarapó.

| CAARAPONEWS


 

Pouco mais de 30 famílias sem-teto vive a mais de quatro anos em condições subumana, bem abaixo da linha da pobreza, na Vila Planalto, em Caarapó. As famílias, formadas por desempregados e boa parte sobrevivendo sem qualquer apoio governamental, chegaram ao terreno localizado numa região de varjão no centro do citado bairro, onde montaram barracos com o emprego de lonas e pedaços de madeira no local.

Sem a menor infra-estrutura, as famílias não dispõem de energia e se quer de água potável, tendo que usar água contaminada para beber e cozinhar os alimentos. Para obter água para realizar a higiene pessoal, beber e até fazer a própria comida, as donas de casa recorrem a poços escavados no solo. Até recentemente cem por cento da água consumida pelos moradores vinham de um poço de menos de dois metros de profundidade encravado em um sítio vizinho, mas devidas reclamações do proprietário da área, parte dos moradores do acampamento escavaram um outro poço na área favelada para obter água para uso cotidiano.

No entanto, o poço escavado divide espaço, em uma mesma área, com diversas “privadas”, o que acarreta em contaminação do lençol freático. Elenice Vieira Pinho, 31 anos, uma das moradoras no acampamento, procurou a reportagem do CaarapoNews, para mostrar o drama que vivem essas famílias. Segundo a mesma, no final do ano passado,o jornal A Gazeta de Amambai, relatou esses fatos citados acima, disse que logo após a matéria o pessoal da prefeitura local os procurou, dizendo que iriam tomar providências, mas que com o passar do tempo os moradores voltaram a ser esquecidos até mesmo na última campanha do agasalho, onde segundo Elenice, os moradores do local não participaram e não foram beneficiados.

Elenice explicou ainda que a única renda fixa que sua família recebe são R$ 100,00 do governo federal através de um programa social. “Não recebo cesta básica e nenhum auxilio de outro órgão ou entidade. Temos que sobreviver com isso, é o que temos”, disse a dona de casa ao relatar que as condições econômicas que a família se encontra, não existe a menor possibilidade de tentar alugar uma casa, já que os alugueis mínimo em Caarapó giram em torno de R$ 150 por mês.

 Ainda segundo Elenice, o atual prefeito Mateus Palma, conhece a situação em que os moradores vivem, pois o mesmo já fez visitas aos moradores na época da sua campanha, e prometeu uma solução, mas que segundo ela quando o procura, “Ele até nos recebe bem, mas diz que por enquanto não pode fazer nada”. Porém Elenice lembra “Que várias obras estão sendo realizadas na cidade, como a reforma da praça, asfaltos e outras mais, mas a nossa situação continua calamitosa”.

Uma outra moradora no local, Natália Vanessa de Morais Oliveira (20), vive situação ainda mais grave. Natália que tem duas crianças pequenas, uma de 3 e outra de 1 ano, não tem para onde ir. Natália veio para Caarapó, para ficar perto de sua mãe, que se encontra presa na cadeia pública local, vive de favor em um dos barracos, mas o dono pediu para que ela se retire, pois estaria incomodado com o choro das crianças, e para complicar ainda mais sua situação, Natália teria sido informada por uma assistente social do município, que não poderia construir outro barraco no local e disse ainda que foi ameaçada de perder a guarda de seus filhos pelo Conselho Tutelar, se a mesma não conseguir um local para morar. Natália disse não saber o que fazer, já que esta desempregada com duas crianças pequenas e não recebe qualquer ajuda de programas sociais.

Outra reclamação dos sem-teto é uma “valeta”, que foi construída segundo os moradores, pelo o pessoal de obras da prefeitura, para escorrer a água da chuva, mas a mesma invade os barracos, trazendo-lhes ainda mais transtornos.

Outro lado

Procurado por nossa reportagem o prefeito Mateus Palma de Farias (PR), disse que foi feito um cadastramento a cerca de 7 meses atrás, de todos os moradores que residiam no local, e que a prefeitura já adquiriu o loteamento de nome “Shalom”, que fica localizado na Vila São Jorge, próximo ao  Mercado Planalto, terreno esse que era de propriedade de Darci Pelegrine, onde deve sair as casas para abrigar os moradores daquele local que foram cadastrado.

 O prefeito disse ainda que a burocracia impede a agilidade do processo, pois o projeto está tramitando na Secretaria Estadual de Meio Ambiente, e que a prefeitura precisa desse aval da secretaria, para dar inicio a construção dessas casas. O prefeito reforçou ainda que somente as pessoas que fizeram o cadastro serão contempladas, quem se mudou depois, ou vier a se mudar agora para o local onde se encontra os sem-teto, não será beneficiado.(Colaborou Jair de Brito)

 


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