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Índios do Tarumã afirmam estar passando fome

| SUL NEWS


O cacique Izidio Fernandes, 54 anos, indígena de etnia guarani-caiuá, esteve na Promotoria de Justiça da Comarca de Naviraí, para dizer que no grupo do acampamento Tarumã, com mais de 40 famílias, estão passando fome e há crianças desnutridas, além de relatar a ausência de assistência de saúde, incluindo para duas mulheres grávidas.

O indígena disse para a promotora Letícia Rossana Pereira Ferreira, que há quatro meses não recebem nenhum tipo de alimento, no acampamento formado na margem da BR-163, há três anos.

Foi feito um apelo através da Rádio Cultura AM, para que populares e comerciantes façam doações. Segundo Izidio, o grupo indígena é desaldeado, remanescente de um grupo da aldeia Tei-Cuê, de Caarapó e que após desentendimentos internos, decidiram lutar pela posse de terras em Naviraí, reivindicando a demarcação de uma área de 6,8 mil hectares do espaço eu denominam como sendo Santiago-Cuê, que abrangeria as fazendas Araguaia, Ponta Grossa, Brilhante, Seita-Porã e Maringá.

O problema se agravou com a divulgação de que após ter sido feito os estudos antropológicos, mais dois acampamentos forma formados perto do assentamento Junca. Agora há mais 70 famílias acampadas, em dois lugares, o que eleva para 110 famílias o número de desaldeados, em Naviraí.

A nutricionista da Fundação Nacional de Saúde (FNS) disse que não tem cadastro de beneficiários do acampamento Tarumã, e que se recebiam cestas básicas, foi via  pólo da Funasa, em Caarapó.

Ela acredita que possa ter havido algum tipo de problema interno da comunidade indígena, por isto afirma que vai pedir a verificação da situação. Os representantes da Funai, em Dourados, não foram localizados para falar sobre o assunto.     


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