Sessão ordinária termina sem solução para 'novela' Mesa Diretora
| DOURADOS NEWS
Depois de mais de cinco horas e vários pedidos de vistas, mantendo discussões sobre projetos, a sessão ordinária de ontem (10/12), terminou sem uma solução para a ‘novela’ envolvendo a eleição da mesa diretora.
Desta vez, a ‘manobra’ para se conseguir o tempo foi dos vereadores que fazem oposição ao governo Délia Razuk (PR).
A intenção da situação era colocar em votação dois requerimentos, um deles anulando o processo eleitoral e o outro, mudando o regimento interno para que ocorra troca de nomes a qualquer momento antes do pleito.
Porém, o regimento prevê que as sessões não podem ultrapassar as 23h10, não sendo possível a análise.
Hoje, duas chapas concorrem à Mesa Diretora da Câmara.
Uma composta pelos vereadores presos na Operação Cifra Negra Pedro Pepa (DEM) candidato a presidência e Cirilo Ramão (MDB), como segundo suplente – com Junior Rodrigues (PR) vice e Silas Zanata (PPS) primeiro secretário.
Já a outra tem Alan Guedes (DEM), Elias Ishy (PT), Sérgio Nogueira (PSDB) e Daniela Hall (PSD).
A base aliada tentou trocar os nomes dos presos, porém, o jurídico da Câmara de Dourados negou o parecer.
A Justiça então determinou que fosse realizada votação para mudança do regimento, porém, para que isso ocorresse, seria necessário maioria mínima na Casa, ou seja, 10 votos, o que os parlamentares da situação não possuem.
O grupo dos nove vereadores que compõem a base da prefeita ainda alega nulidade da eleição da Mesa, afirmando que a presidente da Câmara, Daniela Hall, teria ferido o regimento interno ao encerrar a última sessão extra, convocada para se votar o comando da Casa, sem marcar uma nova data.
Até o momento houve três tentativas de se definir os membros para o próximo biênio. Duas delas encerradas por falta de quórum e uma por determinação da Justiça.



