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Geraldo fala em 'regras' para escolha do PSDB à prefeitura de Dourados

| DOURADOS NEWS


Foto: Dourados News

Pré-candidato à prefeitura de Dourados nas eleições de 2024 pelo PSDB, o deputado federal Geraldo Resende entende que a escolha do nome da legenda na disputa do ano que vem deve passar por determinadas ‘regras’, entre elas, a das melhores propostas apresentadas. 

Em entrevista ao Dourados News na tarde de sexta-feira (25/8), o parlamentar falou sobre as expectativas para o processo eleitoral que se avizinha e como o partido deve agir nos próximos meses. 

Atualmente com três nomes postos à mesa – além dele, o deputado estadual Zé Teixeira e a deputada Lia Nogueira já se posicionaram – há também a possibilidade do retorno de Marçal Filho à legenda e a expectativa do ‘sim’ do vice-governador Barbosinha (PP) ao convite feito pelo próprio deputado, inflando a disputa interna que deve ser definida apenas em março do ano que vem. 

E, apesar da possibilidade dessa ‘divisão’ partidária, Geraldo vê como positiva essa disputa. 

“Vejo como positivo para o partido que pode ter cinco lideranças de peso, os três nomes já colocados e a vinda de um ex-deputado e o vice-governador. Mas, temos que estabelecer regras para a escolha desses candidatos. Ao invés de lutas dentro do partido, que possamos apontar para a construção de um projeto para a cidade”, disse ao citar a inclusão de lideranças de diversos setores no debate.

O parlamentar disse que rodadas de pesquisas qualitativas e quantitativas começarão nos próximos meses. 

A partir daí, o PSDB direcionará as candidaturas não só em Dourados, como também nos municípios onde a legenda pretende lançar nomes à disputa. 

“O Reinaldo [Azambuja, ex-governador e presidente estadual do PSDB] entende a necessidade de um marco para a escolha de candidatos através de pesquisas qualitativas e quantitativas para ver o que a sociedade quer. Ele entende e eu entendo que a questão do ‘novo’ e da ‘mulher’ [como nomes escolhidos à prefeitura de Dourados] já foram superados e precisamos escolher candidatos que representam a expectativa que a população quer de alguém que ocupe a prefeitura”, disse, completando em seguida. “As pesquisas têm que ocorrer no máximo até março de 2024. Tem algumas em andamento, feitas por institutos. Já a que o partido vai contratar, precisa ser feita esse ano e até março do ano que vem”, contou.

Experiências 

Geraldo também falou sobre as eleições de 2016, quando também exercia o mandato de deputado federal e acabou derrotado para a então vereadora Délia Razuk. 

Na ocasião, vários fatores teriam ‘atrapalhado’ a não eleição dele ao Executivo municipal. 

Questionado sobre divisões internas, ele afirmou não acreditar, porém, relatou que faltou envolvimento de lideranças até então aliadas às propostas ao longo da campanha e citou o pleito de 2020 – quando Barbosinha acabou derrotado nas urnas para Alan Guedes - para assemelhar ao caso dele quatro anos antes.

“Não senti divisão dentro do partido [na época]. Estávamos bastante sintonizados com o projeto que abraçamos. Fizemos alianças com outras forças. Mas senti diferença de envolvimento das lideranças no projeto e que também foi reproduzida na campanha passada, onde tínhamos um candidato. As mesmas forças que estavam juntas em 2016, eram bastante similares em 2020, com a mesma performance de lideranças exercendo de forma muito precária o envolvimento no processo eleitoral”, disse.

Ao ser perguntado sobre quais seriam essas ‘forças’, preferiu não citar nomes. 

“Não costumo nominar, todo mundo sabe quem participou e quem não participou ativamente [das campanhas], porque a mesma postura que tiveram em 2016, foram reproduzidas em 2020. Por isso entendo que precisamos rediscutir como fazer política em Dourados com a classe política”, disse.


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