Morango do Amor eleva preços em 35% e supera vendas de datas comemorativas
Fruta teve alta de até 50% nas vendas e caixa com 4 bandejas já custa cerca de R$ 38 na capital
| GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS
O 'Morango do Amor' virou fenômeno nas redes sociais e impulsionou as vendas da fruta no Ceasa, com aumento de aproximadamente 50% na comercialização. Apenas em uma manhã, foram vendidas 20 mil unidades em uma única loja, superando datas tradicionais como Dia das Mães e Páscoa. Com a alta demanda, principalmente de São Paulo e Minas Gerais, os preços sofreram reajuste médio de 35%. A caixa com quatro bandejas passou a custar cerca de R$ 38, reflexo direto do aumento nas regiões produtoras, impactando toda a cadeia de comercialização.
Gerente da filial da Casa do Morango, Fernando Higa conta que, apenas na manhã desta quinta-feira (24), foram vendidas 5 mil caixas da fruta, cada uma com quatro bandejas, totalizando 20 mil unidades.
“Tanto os supermercados quanto o consumidor final estão vindo comprar aqui. Acredito que seja por causa do Morango do Amor. Na semana passada já sentimos um aumento, mas não foi tão significativo. A partir desta semana, o mercado realmente sentiu a explosão na procura', afirma.
Quem também sentiu o reflexo da tendência foi Giselle Tenório, da Girelli Comércio de Frutas e Verduras. O estoque de morangos zerou na quarta-feira (23). Um novo pedido foi feito e a expectativa é de que as vendas retornem com força total na segunda-feira (28). “Quem sofre é a maçã do amor, que é pioneira e agora está em desuso', brinca.
Aumento nos preços — Os principais fornecedores de morangos do Ceasa são de São Paulo e, principalmente, de Minas Gerais. Com a alta demanda, os preços subiram nas regiões produtoras e, consequentemente, para o consumidor final.
Aumento nos preços —
Nesta semana, a caixa com quatro bandejas teve aumento médio de 35% e está sendo vendida por cerca de R$ 38. “É a famosa lei da oferta e da procura. Houve muita demanda no produtor, e o preço acabou subindo lá na roça. Isso impacta para nós, que vendemos para o comércio', explica Fernando Higa.


