Fim de dobradinha Azambuja e Riedel 'é mais inteligente”, avalia ex-governador
As duas principais lideranças do PSDB no Estado, o governador Eduardo Riedel, e o ex-governador e presidente do partido, Reinaldo Azambuja, afivelam as malas para desembarcar da legenda, que tem a maior representatividade no Estado. Cada um deve seguir para um partido diferente, explica o dirigente, em uma articulação para formar um arco de alianças. Em longa entrevista ao podcast Na Íntegra, Azambuja fala sobre política e economia. Ele disse que ambos foram convidados diretamente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para ingressar no PL. Entretanto, só Azambuja finaliza conversações para poder “assinar a ficha”, o que ainda não tem data para acontecer, enquanto Riedel segue conversações, com possibilidade de se ligar à federação formada pelo União Brasil e PP, em uma estratégia que seria "mais inteligente" para alcançar o objetivo principal: a reeleição do governador.
Azambuja contou que já conversou com políticos locais do PL para definir a reformulação do partido, com convite, inclusive, para presidi-lo. Ele minimiza e desvia das críticas de integrantes como o deputado federal Marcos Pollon, que é contrário ao ingresso de tucanos na legenda e, inclusive, chegou a fazer xingamentos neste domingo durante ato pela anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, integrantes do governo dele, por tentativa de golpe de estado, e pessoas condenados pela invasão de prédios públicos em 8 de janeiro de 2023.
Ele considerou natural haver divergências em um grupo político, situação que já vivenciou no ninho tucano. Para o ex-governador, Pollon fez uma fala extremista, embalado pelo "afã" do momento, mas que se trata de um comportamento que enfraquece e divide a direita. Ele ainda não tem a data de filiação, porque ainda está "batendo papo" em busca de somar à legenda e discutindo a migração de outros políticos ligados a ele.
Azambuja tenta afastar da polarização política o chamado tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump. Ele evita associar diretamente à exigência de anistia a Bolsonaro, como o republicano chegou a declarar, considerando que a questão tem cunho econômico e deve ser resolvida no âmbito das relações internacionais. Ele defende que a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva debata um acordo com o Governo Trump. Sobre a anistia a Bolsonaro, que classifica como principal liderança da direita, considera que se trata de um tema interno, que ele coloca entre aqueles a serem discutidos por um Congresso Nacional mais alinhado a temas da direita após as eleições de 2026.
Pragmático, ele diz que a própria eventual candidatura a uma das duas vagas no Senado ficará para análise posterior à formação de um amplo grupo de direita, que terá prioridade de fortalecer a reeleição de Riedel. Azambuja conta que já foi até procurado por pré-candidato ao Senado buscando uma “dobradinha”, mas protelou o assunto.
Quarta geração de produtores rurais, disse que não faz política individual, mas de grupo, porque não vê a atuação como profissão. Para ele, interessa uma política de resultado.



