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Candidatos a federal ainda fazem cálculos e medo toma conta em eleição que deve ser das mais concorridas

| INVESTIGAMS/WENDELL REIS


Briga pela última vaga dependerá da força do PT, Republicanos e PSDB, que serão decisivos para chapa “mais forte' fazer dois ou três.

O último dia para filiação partidária ainda provoca muita correria entre pré-candidatos e dirigentes partidários para saber qual o melhor caminho em busca de conquistar uma vaga na eleição de outubro.

No Uniao Progressista, a chapa está encaminhada, mas ainda traz muita preocupação. A expectativa é de que faça o maior número de votos, mas dependerá do desempenho das demais para eleger três cadeiras e evitar grandes perdas.

Para se ter uma ideia do quanto a decisão é complexa, agora é o PSDB que pode garantir uma eleição mais fácil para os pré-candidatos. Com a saída do trio de deputado federal, o partido organiza uma chapa com quase todos em condições iguais, o que tem atraído muitos interessados.

Nos bastidores, em rascunhos de lideranças, a conta que fazem é que a chapa do União tem grandes chances de eleger dois deputados, assim como a do PL. PT e Republicanos devem fazer um cada, brigando para elegerem o segundo. No PSDB, o desejo é eleger pelo menos um.

Para fazer três, o União Progressista dependerá do fracasso dos demais concorrentes. Seguindo a expectativa de bastidores, terá que fazer mais sobra que PT e Republicanos e torcer para que o PSDB não faça pelo menos um.

O PT, que há algumas eleições elege mais de um federal, terá que cobrir o buraco deixado por Vander Loubet, que não disputará a reeleição após seis mandatos consecutivos. Ainda não é possível saber se ele conseguirá transferir os votos para Camila Jara, que tentará a reeleição, ou para os correligionários. O grupo também aposta no ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, que se filia ao PV, federado com o PT.

O Republicanos deve garantir pelo menos uma cadeira, mas tem chance de fazer um segundo, depois que ganhou Jaime Verruck e Roberto Hashioka. Os dois se filiaram para saírem da chapa difícil no União Progressista. Agora, podem contribuir para que o grupo faça dois.

A projeção é de que sejam necessários, aproximadamente, 170 mil votos para eleger um deputado.

Eleição anterior

Na eleição passada, o PSDB fez o maior número de deputados federais, conquistando três cadeiras. Para isso, conseguiu 316.966 votos. O quociente eleitoral (dividindo o número de votos válidos pelo total de oito cadeiras que estavam em disputa) foi de 175 mil votos. O partido fez uma cheia e conseguiu duas na sobra (quando distribui as vagas de quem atingiu o quociente e depois o número de votos que sobrou, dando a cadeira para quem tem mais votos). 

O PSDB teve dois entre os mais votados: Beto Pereira, com 97.872 votos, e Geraldo Resende, com 96.519 votos. Dagoberto foi o terceiro eleito da chapa, com 48.217 votos.  Professor Juari foi o quarto mais votado, com 20.634 mil votos, seguido por Dr. Cassiano, com 15.176 votos; e Bia Cavassa, 14.289 votos. A menos votada foi Pastora Dani, com 2.415 votos.

Os números obtidos pelo PSDB mostram o quanto a chapa foi bem votada, considerando que não é comum que todos os nove candidatos possíveis tenham votação expressiva, dada a concorrência para as oito vagas na Câmara. O partido fez uma média de 35.218 votos. Para se ter uma ideia do tamanho do feito, o número é próximo dos 41.773 votos do segundo mais votado no PL e o que teve menor votação entre os eleitos, Rodolfo Nogueira (PL).

Naquela eleição, o PL ficou com duas cadeiras. Marcos Pollon foi o mais votado, com 218.427 mil votos, seguido por Rodolfo Nogueira, com 41.773 votos, e Luana Ruiz, com 24.176 votos. O PT também elegeu dois deputados, com 201.961 votos. Vander Loubet foi o mais votado do partido (quarto entre os eleitos), com 76.571 votos, seguido por Camila Jara, com 56.552 votos. O primeiro suplente foi Elias Ishy, com 24.085 votos. 

O PSD fez 82.584 votos e não conseguiu reeleger Fábio Trad. Ele fez 43.881 votos, mas a chapa não atingiu 80% necessário para concorrer na sobra. Na sequência veio o MDB com 77.614; Republicanos, 75.274; Podemos, 63.976; União, 63.354. Estes partidos não conseguiram eleger nenhuma cadeira.

Neste ano, a expectativa é de que menos partidos montem chapa. PSD e Podemos, por exemplo, não disputarão vaga para federal.


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