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mulher que matou ex e simulou suicídio pega quase 20 anos de prisão em MS

| DOURADOS AGORA/FLáVIO VERãO


Julgamento aconteceu nesta quarta-feira (8). (Foto: Reprodução, O Chapadense News)

A Justiça condenou Juscilene da Silva Gomes a 19 anos e seis meses de prisão pelo assassinato do ex-companheiro, Leonardo Carneiro de Lima, conhecido como “Léo da Lojinha'. A sentença foi definida em julgamento do Tribunal do Júri realizado nesta quarta-feira (8). O crime ocorreu em agosto de 2024, em Chapadão do Sul, região leste de Mato Grosso do Sul.

De acordo com as investigações, Leonardo foi encontrado morto dentro do imóvel onde vivia, na área central da cidade. O corpo estava em uma cena inicialmente montada para simular suicídio, com um fio enrolado no pescoço e preso à porta. Posteriormente, a polícia confirmou que se tratava de um homicídio por asfixia.

Juscilene procurou a delegacia no dia seguinte ao crime, acompanhada de advogado, e assumiu a autoria. Ela indicou aos policiais o local onde o corpo estava e afirmou que agiu sozinha após uma discussão com o ex-marido.

Segundo o relato, os dois mantinham contato frequente mesmo após a separação. Em um acordo anterior, ela permaneceu com a loja do casal, enquanto Leonardo continuava morando no andar superior do mesmo imóvel.

Durante o depoimento, a mulher afirmou que a relação era marcada por conflitos constantes. Ela chegou a participar da reconstituição do crime, mas em alguns momentos disse não se lembrar de detalhes da ação.

Antes do homicídio, a acusada havia registrado boletins de ocorrência contra o ex-companheiro e solicitado medida protetiva. Apesar disso, conforme apontado pela investigação, ele continuava frequentando o local com consentimento, o que descaracterizaria eventual descumprimento da ordem judicial.

Cerca de duas semanas antes do crime, Juscilene publicou vídeos nas redes sociais relatando que vivia sob ameaças e agressões. Nas gravações, ela afirmava que era perseguida e que temia pela própria vida, além de descrever o relacionamento como insustentável.

Após a apresentação espontânea da acusada, não houve prisão em flagrante. Ainda assim, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva, que não foi concedida pela Justiça. Em contrapartida, foi determinado o uso de tornozeleira eletrônica durante o andamento do processo.

A filha do casal também foi ouvida no curso das investigações, que incluíram a reprodução simulada dos fatos para esclarecer a dinâmica do crime.

Com a condenação pelo Tribunal do Júri, Juscilene deverá cumprir pena em regime fechado.


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