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Conflito em fazenda de Amambai termina com prisões e versões divergentes

| DOURADOS AGORA/FLáVIO VERãO


Policiais em área da fazenda Limoeiro, em Amambai (Foto: Cimi)

Um conflito registrado na Fazenda Limoeiro, localizada na região da Aldeia Limão Verde, em Amambai, mobilizou forças de segurança na madrugada deste domingo (26) e terminou com a prisão de cinco indígenas. A ocorrência teve início ainda na noite de sábado (25), quando um grupo estimado em cerca de 20 pessoas ocupou a propriedade rural.

Conforme apurado, durante a ação houve danos à sede da fazenda, móveis e possíveis tentativas de destruição de veículos e maquinários agrícolas. A família que residia no local deixou a área às pressas durante a madrugada, alegando medo de agressões.

Diante da situação, equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) foram acionadas para conter o avanço da ocupação. O policiamento segue na região para evitar novos confrontos e garantir a preservação da área para perícia.

Apesar da intervenção, não há confirmação oficial sobre feridos. No entanto, lideranças ligadas à causa indígena afirmam que houve episódios de violência durante a desocupação.

Em posicionamento público, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) afirmou que os indígenas teriam sido alvo de ataque por homens armados antes mesmo da chegada das forças policiais. A entidade também relata que, durante a retirada, o grupo foi pressionado a retornar à aldeia e que houve uso de disparos e bombas no local.

Os cinco detidos foram identificados como Josilaine Gonçalves, Valdenir Gonçalves, Aracilda Nunes, Daiane Orti e Grezi Vilhalva. Eles permanecem sob custódia na delegacia de Amambai.

O Ministério dos Povos Indígenas informou, por meio de nota, que acompanha o caso através do Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários Indígenas (Demed). Segundo a pasta, representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas e da Força Nacional de Segurança Pública foram enviados à região para apurar os fatos e atuar na mediação.

O ministério declarou ainda que aguarda informações mais detalhadas para avaliar possíveis violações de direitos e definir eventuais providências junto aos órgãos competentes.

O caso segue em investigação e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das apurações.


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