Mãe denuncia escola de Caarapó por suposta discriminação contra criança com TDAH e atraso no desenvolvimento
| CAARAPONEWS
Uma mãe de Caarapó denunciou ao Ministério Público Estadual supostas práticas discriminatórias e falta de inclusão por parte de um colégio particular, localizado na área central da cidade, envolvendo o filho de 5 anos, diagnosticado com hidrocefalia corrigida, atraso global do desenvolvimento e TDAH.
Segundo a representação, a criança estudava na instituição desde 2023 e, ao longo de 2025, passou a apresentar comportamentos associados ao transtorno, como agitação, impulsividade e dificuldade de permanecer sentado em sala de aula. A mãe relata que, diante da situação, a escola teria adotado medidas consideradas “antipedagógicas”, retirando frequentemente a criança da sala de aula e encaminhando-a para atividades separadas com coordenação e direção.
O documento afirma ainda que a família apresentou laudos médicos solicitando professora de apoio, mas o pedido teria sido ignorado inicialmente pela instituição. Conforme o relato, representantes da escola alegaram que a obrigação de fornecer apoio especializado seria do poder público e não da escola particular.
A denúncia também aponta que, em setembro de 2025, a escola reduziu unilateralmente a carga horária do aluno, determinando que ele fosse buscado antes do término das aulas. A família afirma que a medida foi mantida sob a justificativa de esperar o “efeito do remédio”, expressão considerada discriminatória pelos pais.
Outro ponto relatado é a negativa inicial de rematrícula para 2026. Segundo a mãe, em reunião gravada, representantes da escola afirmaram que a permanência do aluno dependeria da melhora no comportamento e do efeito da medicação, além de alegarem pressão de outros pais de estudantes.
A representação cita ainda supostas falas da direção e do setor financeiro sobre a possibilidade de escolas particulares recusarem alunos que necessitem de professor de apoio, além de reclamações relacionadas aos custos do acompanhamento especializado.
A mãe também denuncia que a criança teria sido retirado de atividades recreativas como forma de punição e afirma que nunca recebeu acesso ao Plano Educacional Individualizado (PEI) da criança, mesmo após solicitação formal.
Após o impasse sobre a rematrícula, a criança acabou sendo matriculado em outra instituição de ensino no início de 2026.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público Estadual, que deverá analisar as denúncias e eventuais violações aos direitos da criança e da educação inclusiva. O nome do colégio foi preservado até o fim das apurações da denúncia por parte do MPE.
O espaço segue aberto para caso algumas das partes queiram se manifestar.


