Governo exonera diretor da Agesul após prisão em operação contra fraude milionária
| DOURADOS AGORA/FLáVIO VERãO
O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou nesta terça-feira (12) a exoneração de Rudi Fiorese do cargo de diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos após a prisão dele durante a Operação Buraco Sem Fim, deflagrada pelo Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado e pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção em Campo Grande.
A investigação apura supostas fraudes em contratos milionários de tapa-buraco firmados pela Prefeitura da Capital desde 2018. Fiorese foi alvo da operação por sua atuação anterior como secretário municipal de Obras de Campo Grande.
Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul afirmou que a Agesul não é alvo das investigações e destacou que os fatos investigados são relacionados ao período em que o servidor ocupava cargo na administração municipal.
“O diretor-presidente da Agesul figura por sua atuação anterior na Secretaria de Obras da Capital, período ao qual a investigação se restringe. A Seilog, comprometida com lisura e transparência na administração pública, acompanha o desenrolar da investigação, e já tomou as providências necessárias, com exoneração do servidor', informou o governo estadual.
Além de Fiorese, outras seis pessoas foram presas durante a operação, entre elas o gestor de projetos Edvaldo Aquino Pereira e o engenheiro Mehdi Talayeh.
Os três investigados também respondem como réus na Operação Cascalhos de Areia, que investiga supostas irregularidades em contratos de manutenção de vias não pavimentadas durante a gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad.
Segundo o Ministério Público, a investigação aponta a existência de um esquema de manipulação de medições e pagamentos por serviços supostamente não executados, causando prejuízos milionários aos cofres públicos e comprometendo a qualidade da infraestrutura urbana da Capital.


