Acusado de matar esposa na frente do filho é condenado a 36 anos de prisão em Dourados
| DOURADOSNEWS / FABIANE DORTA
Wilson Garcia, 29 anos, foi condenado pelo assassinato da esposa Juliana Domingues, 28 anos, em fevereiro de 2025, na frente do filho de oito anos do casal, em Dourados.
Conforme a sentença proferida pelo juiz Ricardo da Mata Reis, a pena estabelecida é de 36 anos, 10 meses e 13 dias em regime inicial fechado, com imediata execução, ou seja, o réu não poderá recorrer em liberdade.
Com isso, a detenção de Garcia que era provisória passa a ser definitiva. Ele está na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) desde que foi encaminhado no ano passado, após ser preso em flagrante na manhã de 19 de fevereiro, dia seguinte ao crime.
O juiz ainda determinou o aparelho de telefone celular seja entregue à família, que tem um prazo de 90 dias para retirada após intimação.
Caso não cumpram, o equipamento segue para destruição, assim como foi o destino de envelopes de swabs com coleta de vestígios biológicos e amostra de cabelo, além do facão e da foice utilizados por vítima e acusado no dia do crime.
O CRIME
O caso aconteceu na comunidade indígena Nhu Porã, que fica às margens da BR-163, próximo a um pesqueiro.
Juliana e Garcia estavam juntos há, pelo menos oito anos e tiveram um filho que, na época, estava com sete anos de idade. Ela também tinha outro filho, de 11 anos, fruto de um relacionamento anterior.
De acordo com relato apresentado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Juliana teria sofrido atos de violência doméstica anteriores por parte do companheiro, mas não denunciava à polícia por medo de ser morta.
No dia 18 de fevereiro do ano passado, entre 21h e 22h, o casal teria discutido devido a uma briga entre os dois filhos.
Foi quando ele teria pegado uma foice se dirigido até a vítima para agredi-la. Ela, então, teria pegado um facão para tentar se defender, mas não foi suficiente.
O acusado teria a atingido com a foice na região da face e da cabeça que a fizeram cair. Já no chão, ele teria continuado com as agressões até provocar a morte da mulher por traumatismo crânioencefálico.
O filho do casal teria presenciado a morte da mãe e o outro visto o início da briga.
Depois do assassinato, Garcia teria fugido para a casa dos pais dele na aldeia Tey Kuê, em Caarapó, onde foi achado a partir de buscas feitas pela Polícia Civil em conjunto com a PRF (Polícia Rodoviária Federal)



