PL de MS ainda sofre com pressão da família Bolsonaro para que Pollon dispute o Senado
| INVESTIGAMS/WENDELL REIS
O Partido Liberal de Mato Grosso do Sul continua convivendo com o fantasma de Jair e Michele Bolsonaro na tentativa de fechar a chapa para o Senado em Mato Grosso do Sul.
Capitão Contar estampa o convite para a convenção como um dos escolhidos para o Senado, mas nos bastidores o clima continua sendo de incerteza.
A reportagem apurou que a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro continua pressionando para que Pollon seja o escolhido em Mato Grosso do Sul. Por esse motivo, ninguém se pronunciou oficialmente sobre a candidatura ao Senado no Estado.
Reinaldo prefere o silêncio e Flávio Bolsonaro também não se pronunciou. Apenas Valdemar da Costa Neto gravou um vídeo dizendo que Contar seria o escolhido.
Apesar do fantasma chamado “família Bolsonaro', Contar é considerado pela cúpula em Mato Grosso do Sul como o escolhido. O medo é de que Michele entre na jogada e cause estrago semelhante ao do Estado do Ceará, onde se posiciona contra as alianças do partido.
A convenção do PL em Mato Grosso do Sul acontece no dia 1° de agosto, quando essa pendência precisará ser resolvida. Todavia, o grupo sabe que a escolha de Contar deixará uma mágoa que pode ser descontada dentro do período eleitoral.
Na eleição de 2022, o PL apoiou Eduardo Riedel, mas Jair Bolsonaro levou Contar ao segundo turno ao dizer, durante um debate, que Contar era o seu candidato.
Pollon não declarou que desistiu da disputa porque sabe que ainda há uma tentativa de Michele Bolsonaro . Ele continua apresentando a carta de Bolsonaro, divulgada por Michele em Fevereiro, onde diz que ele seria o escolhido.
A previsão era de que Bolsonaro divulgasse outra carta com os candidatos, mas a última publicada por Flávio Bolsonaro gerou problemas jurídicos. Alexandre de Moraes proibiu Bolsonaro de receber visita de Flávio após a divulgação de uma carta sobre política. Além disso, suspendeu visita de lideranças políticas nos próximos meses.




