Justiça mantém presos PMs acusados de agiotagem e ‘sociedade’ com traficantes
| MIDIAMAX
A Auditoria Militar manteve a prisão preventiva de dois policiais militares acusados de agiotagem e ‘sociedade’ com traficantes. A prisão ocorreu na Operação Janus, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em 28 de maio.
A decisão mantém dois policiais militares presos preventivamente. Eles estão no Presídio Militar, em Campo Grande, e foram afastados de suas funções após a operação.
Ao todo, o Gaeco mirou seis policiais militares e, na época, prendeu quatro. Os agentes cumpriram mandados em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, com apoio da Corregedoria-Geral da PMMS, após 14 meses de investigação.
Além das prisões, o Gaeco ainda cumpriu 11 mandados de busca e apreensão.
Associação ao tráfico de drogas e agiotagem
As investigações iniciaram nos primeiros meses de 2025, após denúncias revelarem que os policiais associaram-se a traficantes locais para a venda de drogas.
Na ocasião, os militares firmavam uma parceria com os criminosos para permitir que drogas fossem vendidas livremente. Inclusive, eram violentos com os rivais dos traficantes.
Ainda segundo as investigações, os envolvidos forneciam drogas para que os comparsas revendessem e repassassem os lucros depois. Algumas das drogas fornecidas eram desviadas de apreensões em flagrante após informações repassadas pelos próprios “sócios” no esquema criminoso.
Além disso, alguns dos policiais eram agiotas no esquema. Eles ameaçavam os devedores, usando da condição de agentes da segurança pública.
Operação Janus
De acordo com o MPMS, o nome da operação faz referência ao deus romano de duas faces: Janus. Ele simboliza a inversão de papéis verificada na investigação, em que policiais ostentam a importante representação estatal pela frente, mas agem de forma criminosa nos bastidores.



