“CV tem que morrer”: adolescente foi agredido antes de ser executado a tiros
Peixinho tinha 17 anos e saía de uma tabacaria quando acabou perseguido pelo atirador
| ANA PAULA CHUVA E DAYENE PAZ / CAMPO GRANDE NEWS
O adolescente de 17 anos, conhecido pelo apelido de 'Peixinho', morto a tiros na noite desta segunda-feira (14) no Parque do Lageado, em Campo Grande, havia se envolvido em uma briga horas antes de ser executado. Conforme o boletim de ocorrência, a vítima chegou a ser agredida e ameaçada durante a tarde por desconhecidos, que gritaram frases como 'CV tem que morrer' durante a confusão.
Segundo o registro policial, o crime aconteceu por volta das 19h50 na Rua Anselmo Selingard. Testemunhas que estavam no local relataram que 'Peixinho' morava na região e frequentava uma tabacaria no trecho. Pouco antes dos disparos, um homem não identificado se aproximou, agrediu o jovem e fez menções à facção criminosa Comando Vermelho. 'CV tem que morrer', teria dito o suspeito.
Minutos depois, o garoto saiu da tabacaria e caminhou cerca de 30 metros em direção a uma conveniência ao lado para buscar um 'copão' de bebida. Neste momento, o atirador, descrito como um homem alto, magro e negro, saiu do estabelecimento e efetuou cerca de nove disparos contra a vítima. O jovem foi atingido principalmente na região da face e caiu no meio da rua.
Após os disparos, o autor correu até um veículo Chevrolet Corsa, de cor branca, e fugiu em direção ao Bairro Los Angeles. Moradores região afirmaram ao Campo Grande News que nunca tinham visto o atirador pelo bairro. Amigos do garoto relataram à reportagem que ele costumava frequentar o local e era usuário de drogas. “Ele era de boa, trabalhador, não mexia com ninguém. Acho que pode ter sido outro tipo de desentendimento', disse um dos amigos que preferiu não se identificar, negando que o Peixinho pertencia à facção criminosa.
A Polícia Militar, por meio da Força Tática do 10º BPM, atendeu a ocorrência e isolou a área até a chegada da Perícia Técnica e da Polícia Civil. O caso foi registrado como homicídio doloso e segue sob investigação pela Polícia Civil.



