Idoso perde R$ 52 mil após golpe eletrônico em Mato Grosso do Sul
A vítima recebeu promessa de indenização de R$ 10,7 mil e, após videochamadas, descobriu quatro transferências bancárias não autorizadas.
| G1 / EMILENNE QUEIROZ*
Um idoso de 68 anos perdeu R$ 51.998,97 em um golpe eletrônico em Campo Grande. O caso foi registrado nesta terça-feira (15).
Os criminosos contataram a filha do idoso se passando por advogada. Depois, um suposto desembargador realizou videochamadas de autenticação.
Após os contatos, o idoso identificou 4 transferências não autorizadas na conta. A Polícia Civil investiga o caso como fraude eletrônica.
Um homem de 68 anos perdeu R$ 51.998,97 em um golpe eletrônico aplicado por criminosos que se passaram por uma advogada e um desembargador durante videochamadas, em Campo Grande. O caso foi registrado na noite desta terça-feira (15), na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro.
O golpe começou quando a filha do idoso recebeu mensagens de um número com DDD 21. A pessoa se apresentou como a advogada e afirmou que um processo judicial havia terminado com resultado favorável à família. Segundo a mensagem, o idoso teria direito a receber R$ 10.756.
Na sequência, os golpistas disseram que outro homem entraria em contato para autenticar a conta e proteger o dinheiro que seria liberado. O contato ocorreu por videochamada. O homem se apresentou como o desembargador.
Como o idoso afirmou que estava sem cartão de crédito, o suposto desembargador pediu que ele indicasse outra pessoa para ajudar no procedimento. A filha foi indicada.
Após seguir as orientações dadas pelo homem durante uma nova videochamada, o idoso encerrou o contato. Só depois percebeu que havia sido vítima de um golpe.
Ao consultar a conta bancária, o idoso identificou quatro transferências que não reconhecia: duas de R$ 19.999,99, uma de R$ 1.999 e outra de R$ 9.999,99.
O idoso informou à polícia que não autorizou nenhuma das transferências e manifestou interesse em denunciar criminalmente os responsáveis. O caso foi registrado como fraude eletrônica e será investigado pela Polícia Civil.



