Polarização com o PL favoreceu o PT, que vai incomodar mais na Assembleia Legislativa
| INVESTIGAMS/WENDELL REIS
A eleição do domingo em Mato Grosso do Sul favoreceu a polarização entre o Partido Liberal (PL), representado pela Família Bolsonaro, o Partido dos Trabalhadores (PT), liderado por Lula, na Assembleia Legislativa
Com nove deputados, o PL ficará com a presidência. Já o adversário terá condições de dificultar um pouco mais a vida de Eduardo Riedel (PP), caso permaneça na oposição.
A polarização rendeu ao PT uma bancada na Assembleia Legislativa, algo que não acontecia desde 2010, quando o partido elegeu Laerte Tetila, Pedro Kemp, Cabo Almi e Paulo Duarte.
Para a Assembleia neste ano, foram 210 mil votos ao partido, um ganho de 52 mil comparado à eleição passada, com a fatia subindo de 11,9% para 15,2%. O aumento de votos no partido garantiu quatro cadeiras novamente: Zeca do PT, Gleice Jane, Pedro Kemp e Tiago Botelho.
Para ter uma ideia do crescimento do PT no legislativo, Luiza Ribeiro (PT) ficou com suplente, mesmo conquistando 25.472 votos. Ela teve uma votação melhor que seis deputados eleitos em outras coligações.
Mais poder
Com quatro deputados, o PT passa a ter uma vaga obrigatória em todas as comissões da Assembleia, incluindo a CCJ, por onde passam todos os projetos. Com bancada (quatro deputados), passa a ter liderança consolidada e possibilidade de interferir na tramitação dos projetos.
Sem voto da bancada do PT a Assembleia não poderá, por exemplo, votar projetos em regime de urgência. Isso só é possível por acordo de liderança e passará, necessariamente, pelo voto petista.



