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Ex-policial militar de SC é preso em flagrante com pistola restrita da PMMS

Homem de 43 anos disse que estava com arma apenas para manutenção e alegou esquizofrenia

| ANA PAULA CHUVA / CAMPO GRANDE NEWS


Fachada da Depac Cepol onde caso foi registrado (Foto: Juliano Almeida | Arquivo)

Um empreiteiro de 43 anos, ex-policial militar de Santa Catarina, foi preso em flagrante na tarde da última segunda-feira (12), por volta das 15h36, na Avenida Capibaribe, no Bairro Jardim Petrópolis, em Campo Grande. Com ele, a equipe da ROTAC (Rondas Ostensivas Táticas e de Ação Coletiva), vinculada ao Batalhão de Choque da Polícia Militar, apreendeu uma pistola calibre .40 pertencente à corporação sul-mato-grossense.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe realizava patrulhamento na região quando avistou um veículo estacionado. O carro tinha características semelhantes às de um automóvel supostamente utilizado dias antes em uma ocorrência de porte de arma de fogo em uma tabacaria na Rua 26 de Agosto.

Os policiais decidiram então abordar o condutor e localizaram na região da cintura do homem uma pistola Taurus modelo MD6, calibre .40, ostentando o brasão da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul). A arma estava acompanhada de um carregador contendo seis munições intactas, sendo quatro de calibre .40 e duas de calibre 9 mm.

Questionado sobre a documentação de porte, o ex-PM afirmou não possuir autorização e alegou que a pistola pertencia a um cabo da reserva remunerada da PMMS e estaria com ele para fins de manutenção.

Em checagem aos sistemas internos da corporação militar, os policiais confirmaram que a arma de fogo é registrada na instituição e vinculada à reserva da Guarda do Comando-Geral. Além disso, segundo o histórico da ocorrência, o empreiteiro confirmou informalmente ter envolvimento no episódio anterior registrado na tabacaria.

Consta ainda no boletim que foram verificados antecedentes criminais em registros de Santa Catarina relativos a crimes como furto, roubo, violência doméstica, desobediência, ameaça e estelionato. O homem ainda relatou aos policiais ser ex-policial militar daquele estado, possuir diagnóstico clínico de esquizofrenia e fazer uso regular de medicamentos controlados.

Como o suspeito não soube precisar se mantinha outras munições em sua residência, a equipe policial realizou buscas em seu apartamento, localizado no Bairro Pioneiros, com a autorização dele e de sua companheira. Nenhuma outra arma ou material ilícito foi encontrado no imóvel, ficando a companheira responsável pelos pertences e pelo veículo ao término do procedimento.

Em razão do estado de inquietação apresentado durante a abordagem e para garantir a segurança da equipe, o uso de algemas foi formalmente justificado pelos policiais. O homem foi encaminhado sem lesões corporais aparentes para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.

O ex-PM foi autuado por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A advogada Kelli Cristiane Aparecida Hilário, entrou com pedido de relaxamento da prisão com documentos médicos comprovando o tratamento psiquiátrico para esquizofrenia. A defesa ainda sustentou ilegalidade na abordagem inicial e requereu a concessão de liberdade provisória com medidas cautelares diversas, enfatizando a necessidade de cumprimento das diretrizes da política antimanicomial e o encaminhamento à RAPS ( Rede de Atenção Psicossocial) para assegurar a continuidade da medicação controlada.

A audiência de custódia do ex-PM está marcada para esta quarta-feira (14).


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