Após ser pego com R$ 870 mil em dinheiro vivo, empresário diz que dinheiro seria para política
Gilson Flores dos Santos saiu de Ponta Porã e percorreu cerca de 1.450 quilômetros até a abordagem da PRF
| CLARA FARIAS E HELIO DE FREITAS / CAMPO GRANDE NEWS
O empresário Gilson Flores dos Santos, de 38 anos, foi liberado em Minas Gerais após ser flagrado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) transportando R$ 870 mil em dinheiro vivo. Natural de Rio Brilhante, ele afirmou aos policiais que a quantia era relacionada à política e que receberia uma quantia para levar o dinheiro de Ponta Porã até um shopping em Belo Horizonte, mas não revelou quem o contratou nem quem receberia os valores.
Gilson percorreu cerca de 1.450 quilômetros entre Ponta Porã e Perdões (MG), onde foi abordado na madrugada desta quarta-feira (14), na BR-381. Na ocasião, faltavam aproximadamente 200 quilômetros para chegar à capital mineira, destino final da viagem.
Conforme as informações apuradas, o dinheiro estava dentro de uma mala no porta-malas do carro, que era alugado pelo empresário. A quantia foi contabilizada na Polícia Federal e chegou a R$ 870.570. Questionado sobre a origem e a finalidade do dinheiro, o motorista apenas declarou que os valores tinham relação com a política, sem apresentar detalhes sobre a procedência ou a quem pertenciam.
Gilson também não quis informar os nomes dos envolvidos na entrega e no recebimento do dinheiro, alegando medo de sofrer represálias. Posteriormente, optou por permanecer em silêncio e não prestou outros esclarecimentos sobre o caso.
A ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal em Varginha (MG), que ficou responsável pela análise dos fatos. Por orientação do delegado responsável pelo atendimento, Gilson foi qualificado e liberado, assim como o veículo utilizado na viagem. O dinheiro, no entanto, foi apreendido e permanece à disposição da autoridade policial.
A quantia transportada em espécie, o pagamento prometido pelo serviço e a previsão de entrega em um shopping foram apresentados à autoridade policial para apuração da origem e da destinação dos valores, além de eventual relação com crimes comuns ou eleitorais. Até o momento, não há confirmação de vínculo do dinheiro com uma campanha ou candidato específico.



