Áudio: homem fala em envenenar água e chama indígenas de ‘cão’ após vitória de Lula em Município de MS
| INVESTIGAMS/WENDELL REIS
Mato Grosso do Sul ganhou destaque negativo no Brasil novamente após um novo episódio envolvendo indígenas.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil publicou na rede social um diálogo entre dois homens demonstrando revolta após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No diálogo , um dos homens reclama dos indígenas, quem classifica como capeta. “ você vê como é esse nosso Tacuru velho. Pode morrer de ajudar esses capetas aí dentro do que tiver. O homem se mata de ajudar um, ajudar outro e esses cãos fazem isso aí. A própria população, o próprio município, é um demônio', diz um homem.
Outro homem chama os indígenas de “praga do caralho' e sugere envenenar água. “Já falei que tem que ponhar veneno na água'.
Os áudios foram parar na rede social da Articulação dos Povos Indígenas, denunciando a ameaça.
“A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) manifesta profunda preocupação diante da gravidade das denúncias e exige das autoridades competentes investigação rigorosa, proteção imediata das comunidades ameaçadas e medidas urgentes para garantir a segurança dos nossos povos e territórios. Não podemos permitir que a violência política, as ameaças e a intimidação coloquem em risco a vida dos povos indígenas. A democracia precisa chegar aos territórios indígenas com respeito, segurança e garantia de direitos. Nenhuma vida indígena a menos', diz a postagem.
Lula venceu Flavio Bolsonaro em Tacuru no primeiro e segundo turno da eleição.
No segundo turno, Lula teve 62,19% (3.189) dos votos, contra 37,81% (1.939) de Flávio. O percentual foi maior que no primeiro turno, onde Lula teve 57,82%, contra 37,75% de Flávio.



