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Apenas quatro municípios alcançaram meta de Reinaldo para prefeitos em MS

| INVESTIGAMS/WENDELL REIS


Reunião causou polêmica após promessa de emendas para os municípios onde Flávio Bolsonaro tivesse mais votos.

Apenas quatro, dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, conseguiram atingir a meta dada pelo presidente do Partido Liberal (PL), Reinaldo Azambuja, para os 79 prefeitos que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) para presidência no Estado.

Na reunião com 70 dos 79 prefeitos, Reinaldo colocou como meta fazer Flávio Bolsonaro ter 70% dos votos no Estado. Como prêmio, a indicação de emendas. Flávio terminou a eleição com 59,60% (927.892 votos), contra 40,40% (628.973 votos) de Lula, longe da meta.

No Estado, apenas quatro municípios atingiram a meta e devem ser beneficiados por Reinaldo, Tereza Cristina (PP) e Capitão Contar (PL), se cumprirem a promessa: Paraiso das Águas, 73,57% dos votos para Flávio;  Chapadão do Sul, 72,85%; Maracaju, 72,20% e São Gabriel do Oeste, 71,01%.

No primeiro turno, Flávio teve 58,60% dos votos, com 873.351 votos. Lula teve 34,68% dos votos, com 516.855. A abstenção (pessoas que não foram votar) foi de 21,24%. Apenas 0,94% (14.958 votos) dos eleitores votaram em branco, contra 1,42% (22.637 votos) que anularam o voto. No primeiro turno, a abstenção em MS foi de 23,87%.

No recorte por municípios, Flávio venceu em 69 e Lula, em 10. Na Capital, Flávio teve 312.867 votos e Lula, 199.121. Em Corumbá, Lula conseguiu uma virada, com, 25.229, contra 24.501 de Flavio Bolsonaro. No primeiro turno, Flávio teve praticamente os mesmos votos, com 24.513, enquanto Lula, 22.332.

Lula venceu em Corumbá, Miranda, Dois Irmãos, Paranhos, Tacuru, Japorã, Itaquiraí, Vicentina e Taquarussu. Flávio, em todos os outros municípios.

Polêmica

A coligação Brasil Pronto pra Mais, liderada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ingressou com uma ação de investigação judicial eleitoral contra o candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro (PL).

O pedido aponta abuso de poder político e econômico (art. 22 da LC 64/90) na promessa feita pelo senador eleito Reinaldo Azambuja (PL), em 14 de outubro, a cerca de 70 dos 79 prefeitos de Mato Grosso do Sul.

Na ocasião, Reinaldo disse que os municípios onde Flávio Bolsonaro tivesse as maiores votações no segundo turno seriam “premiados' com emendas parlamentares, “no valor que for', por ele, Capitão Contar (PL) e Tereza Cristina (PP).

No entendimento da coligação de Lula, a promessa transforma recursos do Orçamento da União em contrapartida por desempenho eleitoral, em violação à impessoalidade e ao regime constitucional das emendas.

A coligação sustentou que prefeitos foram mobilizados como cabos eleitorais sob promessa de benefício financeiro aos seus municípios, sem teto de valor.

“A promessa discrimina e pressiona eleitores de municípios que votarem em Lula', denuncia. A coligação ressalta que a mobilização integra a estratégia nacional da campanha, articulada com Flávio em Brasília em 7 de outubro, segundo o próprio Azambuja.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou denúncia do PT e solicitou que a campanha de Flávio Bolsonaro, bem como os envolvidos (Reinaldo Azambuja, Capitão Contar, Tereza Cristina e Eduardo Riedel) prestem esclarecimentos sobre reunião política ocorrida em Campo Grande, onde o ex-governador fez promessa de emendas em municípios onde o presidenciável do PL for melhor votado.


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