PUBLICIDADE

Simone Tebet é cotada para o STF e também aparece entre nomes para o Itamaraty

| DOURADOS AGORA/FLáVIO VERãO


Crédito: ABR | Ricardo Stuckert / PR

A ex-ministra Simone Tebet (PSB), natural de Três Lagoas, é apontada como uma das possíveis escolhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi publicada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Lula poderá fazer ao menos três indicações à Corte até o fim do mandato, em 2030.

A formação jurídica é um dos pontos que colocam Tebet entre os nomes considerados. Ela se graduou em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1992, aos 21 anos, fez especialização em Ciência do Direito pela Escola Superior da Magistratura e concluiu mestrado em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 1998.

Na vida pública, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, no terceiro governo Lula, comandou o Ministério do Planejamento e Orçamento. Em 2026, disputou novamente uma vaga no Senado, desta vez por São Paulo, mas terminou em terceiro lugar e não se elegeu.

De acordo com a apuração da Folha, Lula já decidiu que indicará uma mulher ao STF nos próximos quatro anos, mas ainda não definiu o nome. Também estaria no radar a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira.

Uma das vagas está aberta desde outubro de 2025, quando Luís Roberto Barroso se aposentou. Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, mas o nome foi rejeitado pelo Senado. Ainda não há definição se o presidente tentará novamente indicar Messias ou se escolherá outra pessoa. Entre as possibilidades citadas pelo jornal está o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco.

As outras duas vagas previstas devem surgir com as aposentadorias dos ministros Luiz Fux, em abril de 2028, e Cármen Lúcia, em 2029. É para essas futuras indicações que Simone Tebet também poderia ser considerada.

Coatada para o Itamaraty

Além do STF, Tebet é mencionada como possível ministra das Relações Exteriores. A discussão ocorre em meio à mobilização de diplomatas que defendem a indicação de uma mulher para chefiar o Itamaraty — posto que nunca foi ocupado por uma representante feminina.

Na quarta-feira (28), a Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras (AMDB) enviou uma carta a Lula pedindo que uma mulher esteja à frente da diplomacia no novo governo. O documento não cita nomes, mas Tebet aparece entre as opções consideradas por integrantes do Ministério das Relações Exteriores.


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE