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Um mês no cárcere: André abandona candidatura e centra esperança no TRF

| CAMPO GRANDE NEWS


A prisão do ex-governador André Puccinelli (MDB) completa um mês nesta segunda-feira (dia 20) e a defesa, agora, centraliza no TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) o pedido de liberdade. Nestes 30 dias, o maior impacto da prisão foi político: Puccinelli abandonou a disputa pelo governo do Estado.

Numa reedição da 5ª fase da operação Lama Asfáltica, a Papiros de Lama, deflagrada em novembro do ano passado, equipes da PF (Polícia Federal) foram às ruas no dia 20 de julho deste ano para prender Puccinelli, o filho André Puccinelli Júnior e o advogado João Paulo Calves.

 

Para a investigação, o ponto de união entre os três presos é o Instituto Ícone, apontado como “poupança de propina”. De forma resumida, a acusação é de que o dinheiro da propina destinada ao ex-governador era repassado ao instituto, que apesar de superavitário, não remunerava com mesmo vigor financeiro Calves, seu único dono no papel.

Para a Lama Asfáltica, o verdadeiro proprietário era Puccinelli Júnior, que tinha procuração com poderes para “todos os atos que se fizerem necessário”.

A ocultação de documentos numa quitinete em Indubrasil, bairro distante do Centro de Campo Grande, também justificou a prisão. O material foi apreendido pela PF e motiva apuração sobre superfaturamento na colheita de laranjas e divergência de estoque e vendas de rebanho. A atividade rural é tratada pela Polícia Federal como“porta de entrada” de dinheiro criminoso.

Na quitinete, foram encontrados um quadro com o rosto de Puccinelli, maquete do Aquário do Pantanal, declaração de Imposto de Renda de 1996 a 2013, movimentação financeira em bancos, relação de imóveis, lista de imóveis vendidos, movimentação de cheques de entrada e saída e gado, movimentação de cítricos e dois documentos do Ministério Público Estadual.

 

As prisões foram decretadas pelo titular da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande, Bruno Cezar da Cunha Teixeira, para garantia da ordem pública e interrupção dos atos de lavagem de dinheiro “cometidos, em tese, através do Instituto Ícone”.


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