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Até com voto de quem pediu cassação, grupo aliado salva mandato de Idenor

| CAMPO GRANDE NEWS


Idenor Machado acompanhou sessão que decidiu pelo arquivamento do pedido de cassação (Foto: Eliel Oliveira)

O vereador Idenor Machado (PSDB) é mais um dos implicados na Operação Cifra Negra a escapar da cassação na Câmara de Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande. Em sessão especial encerrada por volta de 21h desta segunda-feira (20), o Legislativo decidiu pelo arquivamento do pedido de cassação por quebra de decoro.

A cassação recebeu 11 votos favoráveis, para Idenor Machado perder o mandato seriam necessários 13 votos – dois terços dos 19 vereadores.

Só 17 vereadores no exercício do mandato puderam votar, já que os suplentes Toninho Cruz e Marinisa Mizoguchi (os dois do PSB) ficaram impedidos de votar por serem partes interessadas.

Seis vereadores votaram contra a cassação, os mesmos que na semana passada impediram a perda de mandato de Cirilo Ramão (MDB) e Pedro Pepa (DEM), também presos e denunciados por corrupção no âmbito da Operação Cifra Negra.

Curiosamente, votaram contra a cassação de Idenor dois dos três vereadores da Comissão Processante, que na quinta-feira (16) entregaram relatório a favor da perda de mandato – o relator Junior Rodrigues (PR) e o presidente Janio Miguel (PR).

Além deles, votaram contra a cassação Alberto Alves dos Santos, o Bebeto (PR), Juarez de Oliveira (MDB), Carlito do Gás (Patriota) e Mauricio Lemes Soares (PSB).

Foram favoráveis à cassação o presidente da Câmara Alan Guedes (DEM), Elias Ishy (PT), Sergio Nogueira (PSDB), Daniela Hall (PSD), Lia Nogueira (PR), Olavo Sul (Patriota), Silas Zanata (PPS), Romualdo Ramim (PDT), Marcelo Mourão (PRB), Madson Valente (DEM) e Cido Medeiros (DEM), que também fez parte da Comissão Processante.

Apesar da decisão pelo arquivamento, Idenor, assim como Pepa e Cirilo, continuam afastados da Câmara por ordem judicial. Dos quatro vereadores presos em 2018 acusados de corrupção, apenas Denize Portolann (PR), implicada na Operação Pregão, perdeu o mandato. Foi cassada por unanimidade, no dia 7 deste mês.

Choro e aplausos – Após a leitura em plenário da denúncia, das alegações finais e do relatório da Comissão Processante, Idenor Machado ocupou a tribuna para falar em defesa própria. Dezenas de amigos e familiares dele foram à Câmara para acompanhar a sessão e o aplaudiram várias vezes.

Secretário estadual de Educação no governo de Ramez Tebet (1986-1987) e por três vezes secretário de Educação em Dourados, Idenor falou da sua história e do trabalho em prol do ensino desde que chegou ao Estado, em 1971. Chorou em plenário quando falou da família e da prisão.


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