Moradores de Caarapó denunciam falhas graves na saúde pública
| CAARAPONEWS
A população de Caarapó vem enfrentando sérios problemas com o sistema público de saúde. Relatos de falta de médicos, demora no atendimento, ausência de exames e diagnósticos incompletos se multiplicam entre os moradores nas redes sociais. Em dois casos recentes, pacientes alegam negligência em situações de urgência envolvendo uma criança e uma gestante.
Jaqueline Andrade, grávida de 10 semanas, afirmou, em tom de desabafo no Facebook, que tem buscado atendimento médico há dias por conta de dores intensas, sem conseguir sequer realizar um ultrassom. Sua filha, Alicia, também foi atendida com febre alta (38,9ºC), recebeu medicação, mas foi liberada mesmo sem melhora, voltando a ter febre em casa.
“Não é possível que uma criança com febre não possa ser observada com mais atenção por um médico ou enfermeira. No meu caso, estou com fortes dores há uma semana e escutei de um médico que meu bebê pode estar vivo ou morto. Mas ninguém aqui tem autorização para me encaminhar ao ultrassom, porque não há médicas no posto de saúde. Como a gente vai ficar assim?”, questiona Jaqueline.
Outro relato é de Sirleide Pereira, que diz ter buscado atendimento para seu filho no domingo, dia 13. Segundo ela, o adolescente ficou mais de duas horas e meia no hospital sem atendimento. No dia seguinte, ao procurar o PAM, o médico que o atendeu disse que não sabia o que o paciente tinha.
“Na terça-feira, ele foi trabalhar, mas passou mal. O patrão levou ele de novo ao PAM à tarde, e lá ficou até quase 11 da noite. Tomou soro e foi mandado embora. Nenhum exame complementar foi pedido para investigar o que ele tinha. Até hoje ele continua mal e sem solução”, relata.
Após relato de ambas nas redes sociais diversas pessoas passaram a marcar e enviar a postagem para o CaarapoNews. Os moradores cobram providências da Prefeitura Municipal e da Secretaria de Saúde. A principal queixa é a falta de continuidade nos atendimentos e a ausência de recursos básicos, como exames e médicos plantonistas.
A reportagem tentou contato com a Secretaria de Saúde do município, mas até o fechamento desta matéria, não obteve êxito . O espaço segue aberto para quaisquer esclarecimentos.



