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Dourados investiga nova morte por chikungunya e casos seguem em alta

| DOURADOS AGORA/DA REDAçãO


A Prefeitura de Dourados confirmou nesta segunda-feira (27) a investigação de mais uma morte suspeita por chikungunya, elevando para três o número de óbitos em análise no município. A informação foi divulgada pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, que coordena as ações de enfrentamento à doença na cidade.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, a nova suspeita envolve um homem de 50 anos, que estava internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ele apresentou os primeiros sintomas no dia 19 de abril e morreu na manhã desta segunda-feira. Além desse caso, seguem sob investigação a morte de uma criança indígena de 12 anos e de um idoso de 84 anos.

Com isso, Dourados mantém oito mortes já confirmadas pela doença, enquanto o cenário epidemiológico continua preocupante. Atualmente, 42 pacientes estão internados com diagnóstico de chikungunya em diferentes unidades de saúde do município, incluindo o Hospital Universitário da UFGD, hospitais da rede pública e privada e unidades conveniadas.

O boletim mais recente aponta que o município já registrou 6.986 notificações da doença, sendo 5.173 casos prováveis e 2.468 confirmações. Outros 2.705 casos ainda estão em investigação, enquanto 1.813 foram descartados. Na Reserva Indígena, os números também são expressivos, com mais de 3 mil notificações e alta incidência de casos confirmados.

A análise dos dados mostra que, após semanas com maior concentração de casos entre indígenas, houve inversão do cenário a partir da semana epidemiológica 13, com predominância de registros na área urbana. Isso indica que a transmissão da doença se intensificou na cidade.

Outro ponto de atenção é a taxa de positividade, que permanece elevada, variando entre 58% e 69% nos últimos dias. Segundo o relatório, índices acima de 5% já indicam transmissão não controlada, o que reforça o cenário epidêmico enfrentado pelo município.

Apesar de uma leve redução nas notificações em períodos recentes, as autoridades avaliam que o recuo pode estar relacionado a feriados e não a uma queda real na transmissão.

Diante do avanço da doença, o secretário Márcio Figueiredo voltou a pedir a colaboração da população no combate ao mosquito Aedes aegypti. “Se não eliminarmos os focos de água parada, teremos muita dificuldade em controlar a epidemia', alertou.

A orientação segue sendo para que moradores redobrem os cuidados em casa e eliminem possíveis criadouros do mosquito, principal responsável pela transmissão da chikungunya.


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