Policial Militar morre baleado ao tentar abordar atiradores em Corumbá
Marcelo Pimenta chegou a ser levado ao centro cirúrgico, mas não resistiu aos ferimentos após ser baleado
| BRUNA MARQUES / CAMPO GRANDE NEWS
O soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, morreu após ser atingido por tiros na cabeça, no tórax e no braço durante a perseguição a um Fiat Argo cinza, na noite desta terça-feira (30), em Corumbá, a 428 quilômetros de Campo Grande.
Segundo o boletim de ocorrência, Marcelo integrava uma equipe do Getam (Grupo Especial Tático de Motocicletas) quando foi baleado. Após os disparos, ele perdeu o controle do veículo e caiu no chão junto com outro militar que estava na garupa.
O socorro foi chamado por rádio, assim como o alerta sobre as características do carro que fugiu. Uma viatura foi até o local, deu apoio à equipe e levou Marcelo para a unidade de pronto atendimento.
Na unidade hospitalar, o policial recebeu atendimento de emergência e foi levado ao centro cirúrgico. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu aos ferimentos.
A perseguição começou pouco antes, depois de um ataque a tiros contra uma residência em Ladário, município vizinho a Corumbá. Imagens de câmeras de segurança mostram pelo menos três homens descendo de um Fiat Argo e atirando várias vezes contra um imóvel localizado em uma alameda próxima à praça do bairro Almirante Tamandaré.
Conforme relato feito à polícia, os tiros teriam partido de ocupantes de um Fiat Argo cinza. Depois do ataque, o carro fugiu em direção ao portal de entrada de Corumbá.
Durante o deslocamento pela Rua Nossa Senhora do Carmo, a equipe policial viu um veículo com as mesmas características seguindo no sentido contrário. Os policiais retornaram e passaram a acompanhar o carro, usando sinais sonoros e luminosos para que o motorista parasse.
O condutor não obedeceu e seguiu pela Rua Totico de Medeiros. Durante o trajeto, o veículo reduziu a velocidade por alguns instantes. Nesse momento, um dos ocupantes atirou várias vezes contra os policiais. De acordo com o registro, a ação foi repentina e não houve tempo para reação.



