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STJ nega liberdade a ex-prefeito Alcides Bernal, preso por homicídio

| INVESTIGAMS/WENDELL REIS


O Superior Tribunal de Justiça negou pedido de liberdade ao ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, preso há quase 100 dias pelo assassinato do servidor público aposentado, Roberto Carlos Manzzini, 61 anos, em março deste ano.

A decisão ocorre dias após o juiz Carlos Alberto Garcete decidir que Bernal será julgado por um tribunal do júri.

Antes de recorrer ao STJ, Bernal tentou três pedidos de liberdade na justiça de Mato Grosso do Sul. Em uma das decisões, o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, avaliou que não havia fato novo capaz de libertá-lo.

“Não é o fato de o acusado ter mais de 60 anos de idade e ser portador de comorbidade que autoriza, por si só, sua colocação em prisão domiciliar. Tal modalidade excepcional só deve ser concedida pelo juiz quando demonstrado que a unidade penal onde se encontra não oferece tratamento médico consentâneo', reforçou. Ele também recorreu ao Tribunal de Justiça, mas a 3ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul também rejeitou habeas corpus.

Bernal é réu por homicídio qualificado por meio cruel, motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio, após assassinato de Roberto Mazzini, 61 anos.

Imagens de câmeras fornecidas pela empresa responsável pelo monitoramento, mostram que Bernal desceu do carro com uma arma de fogo, foi em direção à vítima, e efetuou dois disparos no dia 24 de março.

O boletim de ocorrência relata que a vítima foi atingida por dois disparos de arma de fogo, na lateral/flanco direito e esquerdo, sendo que um dos disparos, transfixou com orifício de saída, nas costas.

Consta na ocorrência que a empresa responsável pelo monitoramento teria recebido a notificação de que alguém estaria tentando entrar no imóvel, e fez contato com o Bernal.

Ainda segundo boletim, informações no local dão conta de que a fechadura do imóvel teria sido trocada pelo menos três vezes, antes do fato ocorrer.

A polícia relatou que a arma utilizada estava com três munições intactas e duas deflagradas, e foi apreendida. Os celulares de Bernal e da vítima também foram apreendidos.


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