Empresário é preso em operação com acessório que transforma pistola em carabina
Mamede Alhaj Haidar foi alvo de mandado e acabou autuado em flagrante durante a ação da Polícia Federal
| ANA PAULA CHUVA / CAMPO GRANDE NEWS
O empresário Mamede Alhaj Haidar, 34 anos, foi preso em flagrante com um kit de conversão de pistola durante a Operação Ifrit na manhã de quarta-feira (4), em Campo Grande. Ele foi alvo de busca e de ordem de captura na ação que investiga quadrilha de tráfico transnacional de drogas e armas para o PCC (Primeiro Comando da Capital) e para o PGC (Primeiro Grupo Catarinense).
A equipe da PF esteve na casa de Mamede, na Rua Sérgio Porto, Bairro Vila Margarida, por volta das 5h, para cumprir as ordens judiciais. Durante as buscas, os policiais encontraram o kit de conversão para pistola Glock, acessório tático modular de uso restrito usado para transformar a arma em uma carabina curta.
Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi levado para a Superintendência Regional da Polícia Federal. Ele foi indiciado pela prática de posse ou porte ilegal de arma de fogo ou acessório de uso restrito. Durante o procedimento policial, Mamede permaneceu em silêncio e foi submetido aos exames de praxe no IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).
Na delegacia, ele declarou ser natural de Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande, e atua no ramo imobiliário familiar. Pesquisas nos sistemas do Serasa o mostram como dono de um lava-a-jato localizado no centro da cidade que faz fronteira com o Paraguai.
Após o encerramento do auto de prisão, o caso foi comunicado à Justiça Estadual e ele deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (5).
Operação - A ação foi deflagrada nesta quarta-feira (4), pela Polícia Federal, em ação conjunta com a Receita Federal. Por determinação da Justiça Federal de Campo Grande, foram cumpridos 76 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva, 1 mandado de prisão temporária, além de 3 medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de 3 policiais civis de suas funções públicas.
A ofensiva aconteceu em Mato Grosso do Sul , Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. A investigação busca desarticular a estrutura criminosa e atingir os envolvidos no esquema de transporte e distribuição de entorpecentes e armamentos.
Entre os alvos estão o delegado Hoffman D’Àvila Cândido e Sousa, e os investigadores da Polícia Civil Douglas Tobias e Andrey Elesbão. Além do traficante boliviano Jorge Adalid Granier Ruiz, o “Fantasma', liderança do PCC na Argentina.
Clã familiar - Ainda estão entre os nomes os integrantes da família Haidar, entre eles o empresário Adel Hassan Haidar, de Ponta Porã, é um dos principais alvos da investigação. Ele pertence a uma família conhecida na região de fronteira e, oficialmente, atua no setor de hospedagem. Nas sombras, chefiava um esquema familiar, conforme indica a ofensiva policial. O irmão de Adel, Bassan Hassan Haidar, também foi preso. Outro irmão, Nassar Haidar, estava foragido até a atualização deste texto.
A segunda geração dos irmãos também foi presa: Adule Haidar é filho de Adel, Maroan Fernandes Haidar Ahmed é filho de Bassan e Fahd Haidar é filho de Nasser. Não foi possível levantar o grau de parentesco de Mamede com os outros implicados.



