PUBLICIDADE

Pecuarista xingou policiais e chamou PM de ‘bonitona’ em acidente

Suspeito negou ter ingerido álcool. Segundo os policiais, foram feitas três tentativas de realizar o teste do bafômetro, mas em nenhum delas o pecuarista conseguiu concluir o teste.

| G1 / DéBORA RICALDE


Veículo ficou destruído após acidente na madrugada desta sexta-feira (28) em Campo Grande — Foto: Corpo de Bombeiros

O pecuarista Juliano Garcia da Silva, de 34 anos, foi preso em flagrante em Campo Grande após capotar uma caminhonete e ofender policiais militares durante a ocorrência.

Segundo a polícia, Juliano tentou fugir, xingou a equipe e direcionou comentários ofensivos para a policial Fabiane de Souza Custódio. Ele recusou-se a fazer o teste do bafômetro.

O pecuarista negou a ingestão de álcool e as ofensas. Ele declarou que buscou ajuda após a batida e afirmou ter sido agredido pelos policiais.

Preso após capotar uma caminhonete em alta velocidade na Avenida Tamandaré, o pecuarista Juliano Garcia da Silva, de 34 anos, teria xingado policiais militas e até chamado uma PM de "bonitona", conforme relatos dos policiais que atenderam a ocorrência, nesta sexta-feira (28).

O pecuarista aguarda audiência de custódia em Campo Grande. O g1 não localizou a defesa do suspeito até a publicação desta reportagem.

Foi amarrado para não fugir

De acordo com o soldado Gustavo Nascimento Marques, do Batalhão de Trânsito, a equipe foi acionada após receber a informação de que o motorista estaria embriagado. Testemunhas o amarraram e impediram que ele deixasse o local.

Quando os policiais chegaram, Juliano estava no chão, cercado pelos moradores. Segundo o relato de um frentista, antes de ser contido, o pecuarista teria subido na motocicleta de um funcionário do posto para tentar fugir.

Suspeito desacatou os policiais

Ainda segundo o policial, Juliano estava exaltado e agressivo desde o início do atendimento. Marques afirmou que ele dificultou o trabalho dos bombeiros, precisou ser imobilizado em uma maca e passou a xingar os policiais.

“Vocês são tudo bosta, seus filhos da p***' e “vocês são tudo uns ca***' foram algumas das ofensas atribuídas a Juliano no registro da ocorrência.

O soldado também afirmou que Juliano teria feitos comentários sobre uma policial militar. Segundo Marques, durante a ocorrência, ele a chamou de “bonitona' e, posteriormente, na delegacia, de “gost***'.

A policial confirmou o relato do colega. Segundo ela, Juliano a desrespeitou diversas vezes com xingamentos e comentários ofensivos relacionados ao fato de ela ser mulher. A policial informou que registrou representação criminal por desacato.

Além dos relatos sobre os xingamentos, os policiais disseram ter identificado sinais de embriaguez em Juliano, como olhos avermelhados, odor de álcool, comportamento agressivo e dificuldade para caminhar.

O soldado afirmou que foram feitas três tentativas de realizar o teste do bafômetro, mas o procedimento não foi concluído porque, segundo ele, Juliano não colaborou.

Diante disso, os policiais fizeram um Termo de Constatação de Alteração da Capacidade Psicomotora, documento usado para registrar os sinais observados durante a abordagem.

À polícia, Juliano negou ter ingerido bebida alcoólica. Ele afirmou que havia levado um amigo de Alcinópolis para Campo Grande e dirigia a caminhonete quando bateu na traseira de um carro branco.

Segundo Juliano, após o acidente, ele saiu sozinho da caminhonete e foi até um posto em busca de ajuda. Ele negou ter feito algo errado e disse que foi perseguido por um homem.

O pecuarista também negou ter ofendido os policiais. Ele afirmou que foi contido, algemado e agredido durante a ocorrência. Segundo Juliano, as agressões foram graves e ele foi vítima de uma injustiça.

A versão de Juliano, no entanto, é diferente da apresentada pelos policiais no boletim de ocorrência e nos depoimentos prestados à polícia.

Após receber atendimento médico na UPA Santa Mônica, Juliano foi levado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol. Conforme o registro, ele tinha ferimentos no rosto causados pelo acidente.

A caminhonete foi levada para o pátio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) porque não havia no local uma pessoa habilitada para retirá-la. O outro carro envolvido na batida foi liberado para a condutora.

Após Juliano ser levado à delegacia, a autoridade policial determinou o registro da ocorrência e a prisão em flagrante.


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE