Suspeita de feminicídio: mãe encontra filha morta com sinais de esganadura
Vítima tinha 34 anos e foi encontrada em uma edícula que morava; suspeito é o ex-marido de 46 anos
| KAMILA ALCâNTARA E GENIFFER VALERIANO / CAMPO GRANDE NEWS
Adriele dos Santos, de 34 anos, foi encontrada morta pela própria mãe na tarde deste sábado (29), em uma edícula na Rua Brasil Central, no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande. O caso é tratado inicialmente como possível feminicídio.
A PM (Polícia Militar) foi acionada pelo telefone 190 por volta das 13h. Inicialmente, a ocorrência estava relacionada ao desaparecimento de Adriele, que não havia comparecido ao trabalho.
A mãe contou aos policiais que a filha passava por um processo de separação do marido, Aparecido de Sousa Doirado, de 46 anos. O relacionamento entre os dois era instável havia cerca de quatro anos, marcado por términos e reconciliações.
Segundo a mãe relatou aos policiais, Aparecido teria dito que Adriele havia sido levada para a Santa Casa. Imagens de câmeras de segurança, entretanto, mostraram o homem deixando a residência durante a manhã, acompanhado do filho do casal, de aproximadamente 3 anos.
Sem conseguir informações sobre o paradeiro da filha, mãe foi até o imóvel, pulou o muro e encontrou Adriele sem sinais de vida. A vítima estava deitada sobre um sofá e tinha uma corda ao redor do pescoço.
Ao chegar ao endereço, a equipe da PM confirmou a morte. Conforme os relatos iniciais registrados na ocorrência, Aparecido teria sido a última pessoa a permanecer na casa antes de sair com a criança. Ele é apontado como a principal pessoa relacionada ao caso.
A mãe, bastante abalada, permaneceu no imóvel acompanhando os procedimentos. A vítima morava em uma edícula construída nos fundos de outra residência.
O CBM (Corpo de Bombeiros Militar) e a Perícia Criminal foram acionados para os procedimentos no local. A causa da morte e a dinâmica do ocorrido ainda dependem dos exames periciais.
Uma equipe responsável pela captação de córneas chegou a ir ao endereço, mas informou que a retirada não seria possível devido ao tempo transcorrido desde a morte. Conforme relato de um profissional que esteve no local, um policial estimou que a morte possa ter ocorrido por volta das 22h de sexta-feira (28), mais de 12 horas antes de o corpo ser localizado. O horário exato ainda será apurado pela investigação.
Caso a investigação confirme que Adriele foi morta em contexto de violência de gênero, ela será a 25ª vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso do Sul em 2026. Até o momento, porém, o enquadramento e as circunstâncias da morte ainda não foram oficialmente confirmados. *Matéria editada às 15h45 para acréscimo de informações.



