Família dividia funções e usava blindados e drones para controlar áreas de fronteira
| DOURADOSNEWS / DA REDAçãO
Uma organização criminosa liderada por três irmãos e formada também por filhos, outros parentes e integrantes brasileiros e estrangeiros mantinha uma estrutura dividida por funções para operar o tráfico internacional de drogas e armas.
A investigação da Operação Ifrit identificou responsáveis pela movimentação financeira, logística, transporte e segurança armada do grupo, que tinha como principal área de atuação a fronteira entre Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
Conforme informações da Receita Federal, a estrutura criminosa contava com uma divisão de tarefas entre o núcleo familiar responsável pela liderança e outros integrantes encarregados de diferentes etapas das atividades ilícitas.
As drogas e os armamentos eram adquiridos principalmente na Bolívia, no Paraguai e no Peru. As cargas entravam no Brasil pela fronteira sul-mato-grossense e, posteriormente, eram distribuídas para municípios do Estado e outras unidades da federação, especialmente São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Além de abastecer o mercado nacional, a organização utilizava o território brasileiro como corredor logístico para armazenamento, transporte e envio de entorpecentes à Europa, principalmente Espanha e Portugal.
Para manter as operações, o grupo contaria com operadores financeiros, responsáveis por movimentar e ocultar os recursos obtidos com os crimes, além de integrantes encarregados da logística e da segurança das lideranças.



