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Acusado de integrar quadrilha que roubou R$ 1 milhão em gado é preso

Dilson Aparecido Almada estava foragido desde setembro de 2024; ele possui ficha extensa por roubos e furtos

| CLARA FARIAS / CAMPO GRANDE NEWS


Armas e munições apreendidas com quadrilha (Foto: Polícia Militar/Arquivo)

Dilson Aparecido Almada, de 49 anos, conhecido como 'Bugão', foi preso na manhã desta quinta-feira (9) por policiais da Deleagro (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato), após permanecer cerca de dois anos foragido da Justiça. Ele é acusado de integrar uma quadrilha especializada no furto e roubo de gado e também responde por roubo majorado e associação criminosa, além de possuir antecedentes por furto e receptação.

De acordo com denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Dilson, Fabiano Emanuel, Geziel Lucas de Carvalho, Jandair da Cruz Rodrigues e Reginaldo José de Lima invadiram, armados, um restaurante às margens da BR-262, na região do Indubrasil, em 21 de julho de 2014. O grupo foi preso sete dias depois. Na ocasião, os suspeitos disseram aos policiais que haviam sido contratados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) para transportar armas até Água Clara e cometer crimes na região.

Em novembro de 2020, os acusados chegaram a ser absolvidos pela 6ª Vara Criminal. Entretanto, em fevereiro de 2022, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul reformou a sentença após recurso do Ministério Público e condenou Dilson e Jandair da Cruz Rodrigues pelo crime de roubo majorado. Dilson recebeu pena de 8 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, além de 18 dias-multa.

No ano seguinte ao roubo, Dilson voltou a ser preso durante uma investigação do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), que desarticulou uma quadrilha especializada no furto e roubo de gado. Segundo as investigações, o grupo agia em propriedades rurais de Campo Grande, Aquidauana, Jaraguari, Terenos e Nova Alvorada do Sul.

Conforme a polícia, as fazendas escolhidas ficavam às margens de rodovias para facilitar o embarque dos animais e a fuga dos criminosos. O transporte era feito por estradas vicinais para evitar fiscalizações. Na época, a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) estimou que os prejuízos provocados pela quadrilha poderiam chegar a R$ 1 milhão, já que muitos dos animais furtados eram utilizados para melhoramento genético.

Em novembro de 2020, Dilson Aparecido Almada chegou a ser absolvido pela 6ª Vara Criminal no processo que apurava o roubo a um restaurante às margens da BR-262, ocorrido em 2014. No entanto, a decisão foi reformada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul em fevereiro de 2022, após recurso do Ministério Público.

Os desembargadores condenaram Dilson por roubo majorado, fixando pena de 8 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, além de 18 dias-multa. Em setembro de 2024, foi expedido mandado de prisão preventiva decorrente da condenação, que ainda não havia transitado em julgado.


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