Ex-prefeito investigado em operação é afastado da Polícia Civil
| DOURADOS AGORA/THIAGO MARQUES
O Diário Oficial do Estado oficializou o afastamento compulsório de Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, conhecido como Junior Vasconcelos, de suas funções como escrivão da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. O servidor, que também já foi prefeito de Fátima do Sul, foi preso preventivamente pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) durante a Operação Gutenberg.
A medida administrativa determina que o investigado permaneça fora do cargo por tempo indeterminado, enquanto durar a sua prisão, e por ordem da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, Vasconcelos teve sua carteira funcional, armas e qualquer outro bem público sob sua posse recolhidos imediatamente.
A ofensiva do Gaeco, que começou a ser desenhada a partir de investigações iniciadas em 2022, mirou uma organização criminosa especializada em saquear cofres públicos de prefeituras sul-mato-grossenses, acumulando um prejuízo estimado em 27 milhões de reais.
A operação resultou no cumprimento de 43 mandados de busca e apreensão e na prisão de 16 suspeitos, revelando uma teia de corrupção que envolve diferentes núcleos familiares e empresariais, incluindo o chefe de regulação Ed Carlo Brito Burgatt e sua filha Jéssyka Duarte Burgatt, dona de um plano de saúde na capital, além da dentista Rossana Paroschi Jafar e seus filhos Olívia e Felipe Paroschi Jafar, este último servidor comissionado da Agesul, e os empresários Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique de Melo, atuantes nos setores de veículos e do entretenimento noturno em Campo Grande.
Silvana Vasconcelos, atual vice-prefeita de Fátima do Sul e irmã do ex-prefeito preso, manifestou-se publicamente através de suas redes sociais pontuando o desgaste familiar diante do caso, mas defendeu que todos os fatos devem ser devidamente esclarecidos pelas autoridades competentes, garantindo sempre o direito à ampla defesa e ao contraditório.



